Congressista norte-americano confiante no reaproveitamento da base pelos EUA

 Congressista norte-americano confiante no reaproveitamento da base pelos EUA

 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Jul de 2015, 08:38

O congressista norte-americano Devin Nunes manifestou-se confiante no reaproveitamento da base das Lajes, nos Açores, pelos EUA, para a instalação de um centro de serviços de informação.

Em declarações aos jornalistas na quinta-feira à noite, no final de uma cerimónia em sua homenagem, organizada pela Câmara Municipal das Velas, ilha de São Jorge, de onde a sua família é originária, Devin Nunes reiterou que a base militar, situada nos Açores, pode acolher o centro de serviços de informação norte-americano que estava projetado para o Reino Unido.

"A maior luta continua a ser, na minha opinião, não entre Portugal e os Estados Unidos, mas entre o Departamento de Defesa e o Congresso norte-americano", afirmou o congressista, que preside ao Comité dos Serviços de Informação da Câmara dos Representantes dos EUA.

No seu entender, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos "tem de explicar" por que razão pretende "gastar dinheiro que os americanos não têm" na construção de uma nova estrutura no Reino Unido, quando existem "instalações em bem estado" na base das Lajes.

"O que nós pedimos ao Departamento de Defesa para fazer, é ver se é possível aproveitar as instalações que já existem na Lajes, que eu acredito que isso possa ser feito", acrescentou Devin Nunes, explicando que está a ser elaborado um estudo para determinar as condições na base açoriana.

"Esse trabalho irá decorrer nos próximos meses, mas tenho a certeza de que essa investigação irá concluir que podemos manter as operações nos Açores com mais segurança e as preços mais baixos para os americanos", concluiu.

Devin Nunes considerou, por outro lado, ser "uma honra" a homenagem que lhe foi feita na quinta-feira pela Câmara Municipal das Velas e entendeu dever partilhá-la com os muitos "emigrantes açorianos que foram viver para a Califórnia", o estado norte-americano de onde é natural.

"É para mim um grande privilégio estar aqui e aceitar esta homenagem, que não é para mim, mas para as pessoas que partiram dos Açores há muitos anos, em grandes dificuldades, mas que conseguiram criar novas oportunidades para mim e para outros jovens americanos", afirmou.

A Câmara dos Representantes norte-americana aprovou este mês um orçamento que inclui uma alínea, introduzida por Devin Nunes, que suspende a retirada das Lajes até ficar provado que base açoriana não pode acolher um novo centro dos serviços de informação projetado para o Reino Unido.

O documento, que determina o orçamento dos serviços de informação dos EUA, precisa ainda de ser aprovado pelo Senado e ser ratificado pelo Presidente Barack Obama.

O papel de Devin Nunes na defesa dos interesses das Lajes foi realçado também pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, que se deslocou aos Açores, propositadamente, para esta cerimónia.

"Aos 41 anos, é considerado um dos oito homens de Estado mais influentes na maior democracia do mundo. (...) O Devin Nunes tem sido um herói da amizade entre Portugal e os Estados Unidos da América. Empenhou-se a sério em encontrar soluções do lado americano que permitam ultrapassar a questão das Lajes de forma inteligente, de renovar o interesse dos EUA pelas Lajes e, portanto, garantir melhores soluções para a população da Terceira e para a economia da Terceira", afirmou Paulo Portas.

Questionado pelos jornalistas sobre as críticas do Governo dos Açores a um estudo sobre a economia da ilha Terceira, coordenado pelo secretário de Estado da Economia, Paulo Portas respondeu que o tema das Lajes é "de tal maneira importante" que se recusa a entrar em qualquer tipo de "querela partidária".

"Quando temos um amigo nosso [Devin Nunes] com este grau de empenho, a fazer este esforço, devemos dar também nós uma visão com sentido de Estado. A matéria da base das Lajes e encontrar formas que favoreçam a população da Terceira, a população da Praia da Vitória, os seus empregos, as suas expetativas de vida, é um tema de Estado e deve ficar fora de quaisquer querelas partidárias", acrescentou.

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