Condenado à morte no Alabama agoniza após injeção letal


 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   9 de Dez de 2016, 17:23

Um condenado à morte no estado norte-americano do Alabama a quem foi administrada uma injeção letal agonizou durante o procedimento que demorou cerca de 30 minutos.

Ronald Bert Smith Jr., de 45 anos, condenado à morte pelo homicídio de um funcionário de uma loja de conveniência em 1994, foi executado na quinta-feira à noite na prisão estadual do Alabama (sudeste dos Estados Unidos).

Durante 13 minutos, o condenado tossiu e manifestou sinais de que estava a sufocar, segundo referiu a agência norte-americana Associated Press (AP), que acrescentou que, nos primeiros momentos do procedimento, o condenado cerrou os punhos e levantou a cabeça.

Um guarda do estabelecimento prisional realizou dois testes de consciência ao condenado antes de serem administradas as últimas duas substâncias letais.

Durante o primeiro teste, Ronald Bert Smith mexeu o braço direito. Repetiu ligeiramente o mesmo gesto após o segundo teste.

Ronald Bert Smith seria declarado morto às 11:05 hora local, cerca de 30 minutos após o início do procedimento.

Este caso poderá reabrir o debate nos Estados Unidos sobre a injeção letal e as possíveis alternativas a este procedimento.

De acordo com a AP, um dos advogados de Smith afirmou que o condenado estava a reagir, numa alusão aos movimentos repetidos pelo seu cliente.

O comissário da prisão estadual disse, por sua vez, que não tinha visto qualquer reação do condenado durante os testes de consciência.

“Sabemos que seguimos o nosso protocolo. Estamos absolutamente convencidos disso", afirmou o comissário Jeff Dunn.

“Será realizada uma autópsia e se existirem irregularidades esperamos que sejam mostradas ou afastadas na autópsia. É provavelmente melhor deixar esta questão para os médicos especialistas”, disse o responsável quando questionado sobre uma eventual alteração do processo de execução utilizado naquele estado norte-americano.

O Estado do Alabama usa o sedativo midazolam (que diminui a capacidade respiratória) como a primeira substância de uma combinação de três substâncias que compõe a injeção letal.

Vários condenados, incluindo Ronald Bert Smith, argumentaram perante as entidades judiciais que esta substância era um sedativo discutível e que não dava garantias ao nível do sofrimento e da dor, citando o recurso desta substância em execuções problemáticas.

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos confirmou o uso desta substância.

Em janeiro deste ano, o Alabama executou Christopher Eugene Brooks, um homem de 43 anos condenado à morte por violação e homicídio que foi a primeira pessoa executada naquele Estado desde julho de 2013


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.