Comunidade internacional está a contar com o pragmatismo de Trump

Comunidade internacional está a contar com o pragmatismo de Trump

 

Lusa/AO online   Internacional   18 de Nov de 2016, 16:55

O presidente da 22ª conferência internacional da ONU sobre o clima (COP22), Salaheddine Mezouar, apelou para o pragmatismo do Presidente norte-americano eleito, Donald Trump, que ameaçou desvincular Washington do acordo mundial para travar o aquecimento global.

“A mensagem [da conferência] para o novo Presidente americano é simples: ‘Contámos com o seu pragmatismo e com o seu espírito de compromisso’”, afirmou o presidente da COP22 e ministro dos Negócios Estrangeiros marroquino em Marraquexe, cidade que recebeu a conferência das Nações Unidas, cujos trabalhos terminam hoje.

“A comunidade internacional está empenhada numa grande batalha pelo futuro do nosso planeta, pela dignidade de milhões e milhões de pessoas”, acrescentou numa mensagem dirigida a Trump e transmitida aos jornalistas presentes na conferência internacional.

Por essa razão, será imperativo “manter o rumo” e continuar a lutar contra as mudanças climáticas que, segundo especialistas, ameaçam o modo de vida da espécie humana, acrescentou Salaheddine Mezouar.

“Não temos absolutamente nenhuma dúvida sobre o espírito de pragmatismo do Presidente Donald Trump, nem do compromisso demonstrado pelo povo americano como um todo", salientou ainda.

A COP22 ocorre um ano após o Acordo de Paris, quando 195 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovaram o acordo para limitar o aumento da temperatura do planeta em até 2ºC em relação aos níveis pré-industriais.

O desafio nesta conferência do clima em Marrocos foi alcançar um consenso sobre as regras de como aplicar o Acordo de Paris. Na quinta-feira, os Estados participantes aprovaram a “declaração de Marraquexe”, em que apelam para “o compromisso político máximo” contra o aquecimento global.

Esta reunião foi marcada pela recente eleição de Donald Trump, que declarou diversas vezes durante a campanha presidencial considerar o aquecimento global “um embuste” e que anunciou que iria cancelar os pagamentos americanos aos programas da ONU na área das alterações climáticas.


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