Comissões de Proteção de Crianças e Jovens dos Açores reduzem número de processos

Comissões de Proteção de Crianças e Jovens dos Açores reduzem número de processos

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   10 de Mai de 2017, 17:55

O número de processos das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) nos Açores registou um decréscimo de 17%, entre 2014 e 2016, revelou a presidente do Comissariado dos Açores para a Infância.

 

"É um indicador muito bom, porque significa que há um grande esforço das comissões para que a intervenção se faça dentro dos prazos máximos que a lei prevê, que são 12 meses, suscetíveis de serem prorrogados por mais seis", salientou, em declarações aos jornalistas, Isabel Almeida Rodrigues, à margem do encerramento do encontro regional das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens dos Açores, que decorreu em Angra do Heroísmo.

Segundo a presidente do Comissariado dos Açores para a Infância, o relatório anual de avaliação das CPCJ, analisado neste encontro, registou uma redução sobretudo nos processos transitados, mas também um aumento de 6,6% dos processos reabertos, que merecerá uma atenção redobrada das comissões.

"Temos de olhar para esses processos reabertos para percebermos se esses processos reabertos se traduzem maioritariamente em novas problemáticas, se significam que não trabalhámos bem da primeira vez ou se significam que, no limite, têm associada uma incapacidade maior de resposta das pessoas que são objeto da nossa intervenção", salientou Isabel Almeida Rodrigues.

A exposição a comportamentos suscetíveis de colocar em causa o bem-estar da criança foi a problemática que mais processos originou em 2016, com um elevado destaque para a violência doméstica.

"Temos uma grande prevalência dentro desta problemática das situações de violência doméstica, que, por sua vez, muitas vezes aparecem associadas a fenómenos como o alcoolismo e o consumo de outras substâncias", salientou a presidente do comissariado.

Segundo Isabel Almeida Rodrigues, o aumento do número de processos não significa, no entanto, que a violência doméstica esteja a aumentar nos Açores, mas que a sociedade está mais desperta para a importância de abordar este assunto.

"Aumenta a visibilidade do fenómeno e isso é bom, porque é indispensável para o combater", frisou.

Um dos principais desafios do Comissariado dos Açores para a Infância, criado no final do ano passado, é a aposta na prevenção, mas Isabel Almeida Rodrigues destacou também a importância do reforço da formação.

"Disponibilizar formação e instrumentos de trabalho, ferramentas que qualifiquem a ação de todos estes agentes é um outro desafio muito importante, que o comissariado está já a abraçar", disse, acrescentando que ainda este ano será lançado um plano de formação.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.