Comissões de proteção acompanham mais jovens do que crianças

Comissões de proteção acompanham mais jovens do que crianças

 

Lusa/AO online   Nacional   21 de Mai de 2018, 17:26

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social disse hoje que as Comissões de Proteção (CPCJ) a nível nacional acompanham mais jovens adolescentes do que crianças e destacou o trabalho difícil, exigente e complexo daquelas entidades.


"Grande parte, diria que a parte crescente dos destinatários da vossa ação, já não são as crianças, são os adolescentes com níveis de risco extremamente complexos e de enorme transversalidade em toda a sociedade", disse hoje Viera da Silva, na Figueira da Foz, na abertura do Encontro Anual de Avaliação das Comissões de Proteção das Crianças e Jovens.

Perante mais de 700 pessoas, em representação de 272 das 309 comissões existentes a nível nacional, Vieira da Silva sublinhou que os técnicos "dedicam-se a antecipar e resolver problemas" e a agir "precocemente e resolver as situações de risco e fragilidade" de crianças e jovens e "não tem, como noutros serviços, momentos de tranquilidade".

"Este é dos trabalhos mais difíceis, exigentes e complexos de toda a intervenção na área social e é desenvolvido em condições muito distintas ao longo do território nacional. Justifica bem a prioridade no âmbito das políticas públicas", frisou o ministro.

Questionada pela Lusa à margem da iniciativa que começou hoje e decorre até quarta-feira sobre o maior número dos processos nas CPCJ incidir sobre jovens adolescentes, Rosário Farmhouse, presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens confirmou-o, sublinhando que "a grande faixa etária situa-se entre os 11 e os 15 [anos], por isso adolescentes jovens", seguida dos jovens entre os 15 e os 21 anos.

"Umas das sinalizações que aparece de tipologias de perigo são situações que põem em causa o direito à educação, crianças e jovens que abandonaram a escola sem terminar a escolaridade obrigatória e as escolas têm de sinalizar as CPCJ quando isso acontece", explicou.

Entre as situações que põem em causa o direito à educação conta-se o absentismo e o abandono escolar mas também o "insucesso continuado, reiterado", adiantou Rosário Farmhouse.

"Depois, quer os comportamentos das próprias crianças e jovens, quer a realidade de termos uma população infantojuvenil ou mais juvenil a crescer, comparativamente porque há menos crianças a nascer, vamos acompanhando mais os jovens. São alguns dos motivos que fazem com que os adolescentes e os jovens sejam os mais acompanhados neste momento", argumentou.




Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.