Comissão Representativa dos Trabalhadores "regressa" depois de oito anos de inatividade

Comissão Representativa dos Trabalhadores "regressa" depois de oito anos de inatividade

 

Lusa/AO Online   Regional   30 de Ago de 2012, 06:50

Os trabalhadores portugueses ao serviço das forças militares norte-americanas na Base das Lajes, na ilha Terceira, Açores, vão voltar a ter uma comissão representativa, depois de este orgão ter estado oito anos sem atividade.

Fernando Amaral lidera a única lista candidata à Comissão Representativa dos Trabalhadores conhecida até agora, que foi hoje apresentada numa conferência de imprensa na Praia da Vitória.

A marcação das eleições compete a uma comissão que será indicada pelos responsáveis militares portugueses e norte-americanos e incluirá um representante da Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade Social.

Na apresentação da lista, Fernando Amaral afirmou que a candidatura visa dar mais "eficácia" à resolução de problemas profissionais internamente, alegando que existe "muita burocracia".

Esta candidatura pretende ainda "controlar com eficácia certas especulações e rumores, que podem até ser instigações particulares, partidárias ou sindicalizadas".

"A nossa entidade patronal é militar e há certas condições em que temos o dever de uma certa confidencialidade, inclusivamente nas nossas atividades profissionais", afirmou Fernando Amaral, acrescentando que os trabalhadores não podem divulgar certos assuntos na comunicação social porque estão comprometidos com o que assinaram, sendo a existência da comissão importante nesses casos.

Nesse sentido, garantiu que os trabalhadores não têm informações oficiais sobre possíveis despedimentos, mostrando-se "cético" relativamente a notícias recentemente divulgadas que apontam para uma redução de 420 trabalhadores na Base das Lajes.

"Tem havido reduções e reestruturações ao nível de militares e civis americanos, mas, quanto à parte portuguesa, não temos nada oficial, nem sondagens de quem quer e de quem não quer sair", frisou.

Por seu lado, Mário Terra, que ocupa o segundo lugar na lista, defendeu que a futura comissão deve assegurar que os despedimentos comecem pelos trabalhadores mais antigos, criando-se, à semelhança do que foi feito em 1991, legislação que permita a quem o desejar reformar-se aos 45 anos.

"O presidente dos EUA disse publicamente que iria reduzir as Forças Armadas até 2013, vários congressistas também o disseram, há negociações entre os governo português e norte-americano, por isso queremos, se tal acontecer, que os nossos direitos sejam salvaguardados", frisou.

A Comissão Representativa dos Trabalhadores, criada em 1985, é eleita pelos trabalhadores portugueses da Base das Lajes e intervém em problemas laborais que vão "desde uma simples escala de serviço até um despedimento".


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