Comissão Europeia e OMS reiteram que vacinação é segura para prevenir doenças

Comissão Europeia e OMS reiteram que vacinação é segura para prevenir doenças

 

Lusa/AO Online   Internacional   24 de Abr de 2017, 12:11

O comissário europeu para a Saúde, Vytenis Andriukaitis, reiterou hoje que as vacinas são uma das vias mais seguras para prevenir doenças e que a descrença na imunização é uma ameaça que não pode ser ignorada.

“As vacinas são uma das formas mais seguras e economicamente mais eficazes de assegurar a saúde pública e de prevenir doenças evitáveis”, disse Andriukaitis, num comunicado divulgado no âmbito da Semana Europeia da Imunização.

A declaração, assinada conjuntamente com a diretora para a Europa da Organização Mundial de Saúde (OMS), Zsuzsanna Jakab, sublinha que “os mitos antivacinação e a falta de conhecimento podem levar as pessoas a recusar as vacinas, o que, por sua vez, pode abrir a porta para surtos de doenças”, sustentando que “a diminuição da confiança pública na imunização é uma ameaça séria que não pode ser ignorada”.

Um dos exemplos apresentados é o do sarampo, que matou cerca de 2,6 milhões de pessoas por ano até à larga difusão da vacinação, em 1980.

“Após um número recorde baixo de casos de sarampo relatados na Europa em 2016, um aumento nos contágios relatados até agora, em 2017, está a afetar bebés muito jovens que são demasiado novos para serem vacinados, bem como adultos de todas as idades e trabalhadores de saúde que nunca foram imunizados”.

A Comissão Europeia e a OMS salientam ainda que “os benefícios das vacinas são uma questão de facto e não de opinião”.

“Temos que acabar com o ceticismo crescente face à imunização, que ameaça reverter os progressos alcançados na saúde pública”, sublinha o comunicado.

Dezoito países europeus foram incluídos numa lista de regiões com transmissão endémica de sarampo, divulgou hoje a Direção-Geral de Saúde (DGS), com base em informações transmitidas pelo Centro Europeu para Prevenção e Controlo de Doenças.

Na informação anterior, divulgada no passado domingo, o registo era de 14 países com surto da doença, com a Roménia a liderar, ao indicar mais quatro mil doentes em seis meses, desde meados do ano passado.

Continuando a ter a Roménia como líder, a lista mais recente inclui ainda Alemanha, França, Itália, Áustria, Bélgica, Polónia, Roménia, Suíça, Rússia, Turquia, Ucrânia, Irlanda, Bósnia e Herzegovina, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Sérvia e Macedónia.

Na lista divulgada no domingo, a Roménia continua a protagonizar o maior surto na Europa, com 4.793 casos confirmados e 21 mortes, sendo a faixa dos 0-14 anos a mais atingida (82,1%). Dos casos registados entre janeiro de 2016 e abril de 2017 reportavam a 96% pessoas não vacinadas.

Em Portugal, até quarta-feira, foram notificados “46 casos de sarampo, dos quais 21 confirmados e 15 em investigação” e uma morte, tendo a dez casos sido excluído o diagnóstico de sarampo, segundo a DGS.

Nos primeiros quatro meses do ano houve mais casos de sarampo em Portugal do que na última década anterior.

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