Comissão de Trabalhadores da RTP pede fim do "rumo errático" da empresa

Comissão de Trabalhadores da RTP pede fim do "rumo errático" da empresa

 

Lusa/AO Online   Nacional   24 de Dez de 2014, 05:43

A Comissão de Trabalhadores da RTP defendeu esta quarta-feira que a próxima administração seja líder de um projeto e que acabe com o "rumo errático" em que "o poder político" lançou a empresa nos últimos três anos.

 

Esta posição consta de um comunicado assinado pelo Secretariado da Comissão de Trabalhadores da empresa, intitulado "a RTP precisa de descanso e precisa de futuro", e que foi enviado à agência Lusa ao princípio da madrugada.

Na terça-feira, ao final da tarde, o Conselho de Administração da RTP, liderado por Alberto da Ponte, mostrou-se disponível para apresentar a renúncia aos cargos desde que seja assegurado "o respeito pelo bom trabalho por si colegialmente e individualmente realizado" nos seus mandatos.

Horas depois, a Comissão de Trabalhadores da RTP, em comunicado, salientou que já passaram três semanas desde que o Conselho Geral Independente (CGI) propôs a destituição do Conselho de Administração da empresa.

"Não é possível continuar num impasse que tem custos com os quais ninguém parece importar-se e sabemos quem está sempre na primeira linha para pagar este tipo de faturas. Chegou por isso o momento de dizer basta", afirmam os representantes dos trabalhadores.

Para a Comissão de Trabalhadores, "para que a RTP tenha algum descanso e para que tenha futuro, não pode repetir-se a situação dos últimos três anos de rumo errático em que o poder político lançou a empresa, nem pode repetir-se um Conselho de Administração que desrespeita permanentemente os trabalhadores da empresa e que a desmantelou, abdicando da experiência e saber que a própria empresa criou durante décadas".

"A próxima Administração da RTP tem que ter prestígio no meio rádio e televisão para que possa ter autoridade sem ter necessidade de ser autoritária e para que possa ser líder de um projeto que nos orgulhe a todos e que sirva o país", Lê-se ainda no comunicado.

 


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