Comerciantes alertam para desertificação do centro de Ponta Delgada

Comerciantes alertam para desertificação do centro de Ponta Delgada

 

AOnline/LUSA   Regional   28 de Mar de 2015, 09:42

A Associação de Comerciantes do Centro Histórico de Ponta Delgada alertou hoje para a desertificação que a baixa da cidade tem vindo a sofrer, com vários encerramentos de espaços comerciais.

"A cidade está cada vez mais desertificada, o desemprego a aumentar no comércio e não vejo uma preocupação do Governo Regional da mesma forma que teve com a ilha Terceira [na sequência da anunciada redução do efetivo da base das Lajes] a nível de programas de apoio", disse o presidente da associação, Rui Matos, em declarações à Lusa.

Rui Matos referiu que "há mais de seis anos" que a situação "se tem vindo a degradar", com "vários espaços comerciais encerrados" e a baixa "a perder cada vez mais clientes".

"Tenho conhecimento de que vai abrir uma nova loja de desporto e uma pastelaria. De resto, mantém-se o que está. Projetos novos, por enquanto, não há no centro histórico", disse, admitindo que, no entanto, com o início da operação dos voos de baixo custo, no domingo, o comércio sinta um novo impulso e surjam novos negócios.

Expectante em relação à chegada das 'low cost', o presidente da associação disse que o organismo prepara-se para "concorrer a apoios comunitários" para desenvolver projetos de animação no centro histórico.

"Estamos com alguns projetos de animação no centro histórico para a captação de clientes e dar mais animação a Ponta Delgada", referiu.

No entender de Rui Matos, "o Governo Regional tem-se esquecido também um pouco do centro histórico de Ponta Delgada" e disse que a "deslocação de muitos serviços" da administração regional para a periferia "retirou um grande movimento" à baixa da maior cidade dos Açores.

"Esta situação tem-nos retirado um pouco o movimento do centro histórico, como a deslocação do hospital para a periferia e do centro de saúde e de muitas secretarias do Governo Regional", apontou, lembrando que os comerciantes enfrentam também a concorrência de "muitas superfícies comerciais ao redor da cidade".

"Para fazer novos investimentos é preciso que haja procura e, infelizmente, a procura não se tem verificado", sustentou Rui Matos, no dia em que se assinala o Dia Nacional dos Centros Históricos.


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