Combate ao tráfico de droga e ao terrorismo na agenda de reunião UE-EUA


 

Lusa/AO online   Internacional   10 de Dez de 2007, 17:36

O combate ao tráfico de droga na África Ocidental, nomeadamente na Guiné-Bissau, e o terrorismo vão ser discutidos numa reunião entre a União Europeia e os EUA, integrada na Presidência Portuguesa da UE, a realizar esta terça-feira em Wasghinton.
       Em declarações hoje à agência Lusa, o ministro da Justiça português, Alberto Costa, elegeu cinco pontos principais que estarão em cima da mesa no encontro que terá com o seu homólogo, o recém-empossado “Attorney General” norte-americano, Michael Mukasey.

    “As estratégias europeias e norte-americanas de prevenção e investigação do terrorismo, o reforço da cooperação entre os dois lados do Atlântico no combate ao tráfico de droga internacional, com especial incidência na situação da África Ocidental, a protecção da transmissão de dados pessoais no âmbito da cooperação policial e judicial entre EUA e os 27 Estados-membros da UE, o combate ao rapto parental de crianças e desenvolvimento da cooperação entre organismos europeus (Europol e Eurojust) e norte-americanos” são os pontos principais, frisou Alberto Costa.

    Para o ministro da Justiça, “o problema do tráfico de droga, nomeadamente cocaína vinda da América Latina para a Guiné Bissau, precisa ser enfrentado e o seu combate apoiado” internacionalmente.

    “Em termos de combate ao tráfico de droga, a Europa tem duas grandes preocupações: o tráfico de heroína vinda do Afeganistão e a cocaína proveniente da América Latina que está em crescendo e onde a Guiné Bissau é um país muito vulnerável”, frisou.

    Assim, na cimeira UE/EUA vai ser proposto “o reforço da cooperação e a realização de acções comuns, visando aquelas regiões de África que hoje estão muito frágeis no que diz respeito ao tráfico de cocaína proveniente da América Latina”.

    Para analisar este problema, dia 18 em Lisboa realiza-se um seminário internacional que servirá, segundo Alberto Costa, “para se apurar os instrumentos e meios de intervenção necessários à situação vivida na Guiné-Bissau e à debilidade extrema das suas estruturas para fazer frente a essa ameaça que é o tráfico crescente de cocaína”.

    Neste contexto, a cooperação europeia e norte-americana em torno do centro de operações marítimas e de análise de informações contra o tráfico de droga (MAOC-N), com sede em Lisboa, será igualmente um dos pontos da agenda.

    O objectivo do MAOC-N é controlar o tráfico de drogas por via marítima, nomeadamente o proveniente da América do Sul para a África Ocidental, desencadeando operações de vigilância e de intercepção, congregando recursos operacionais e meios policiais e militares dos países que o integram.

    O centro reúne especialistas operacionais de sete países europeus (Portugal, Espanha, França, Itália, Reino Unido, Holanda e Irlanda) e tem os Estados Unidos como observador.

    Quanto ao patamar das relações EUA/UE no domínio da Justiça, Alberto Costa considerou-as “em desenvolvimento”.

    “No domínio da cooperação criminal temos uma grande colaboração com o Eurojust e a Europol. Vamos procurar desenvolver e resolver alguns problemas no que se refere à disponibilidade imediata de acesso a informações importante no combate ao tráfico de droga, ao terrorismo e a outros crimes transfronteiriços”, acrescentou Alberto Costa.

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