Comandante da Base Aérea n.º 4 destaca boas relações entre uso civil e militar

Comandante da Base Aérea n.º 4 destaca boas relações entre uso civil e militar

 

LUSA/AO online   Regional   27 de Jun de 2017, 14:57

O comandante da Base Aérea n.º4, nas Lajes, nos Açores, César Rodrigues, destacou hoje as boas relações entre a gestão militar e civil na unidade, alegando que, este ano, foram aprovados todos os pedidos de escalas técnicas

"Esta unidade militar é hoje a sexta maior infraestrutura aeronáutica nacional em termos de volume de tráfego aéreo comercial (todas as outras são, como sabem, aeroportos geridos e operados unicamente por entidades civis), tendo passado nesta pista militar mais de 630.000 passageiros, durante o ano de 2016”, adiantou.

César Rodrigues falava no âmbito das comemorações do 76º aniversário da Base Aérea n.º4, na ilha Terceira, nos Açores.

O comandante salientou que apesar de 80% dos voos registados na base serem civis, “a quase totalidade dos serviços aeronáuticos são efetuados e estão a cargo exclusivamente da componente militar”, alegando que a Força Aérea Portuguesa e o 65th Air Base Group, dos Estados Unidos da América, asseguram, entre outros, os controladores, os serviços de meteorologia, a limpeza da pista, o controlo cinegético e a segurança de voo.

Segundo César Rodrigues, entre janeiro e maio deste ano, a Base Aérea n.º4 recebeu 2.365 pedidos de escala técnica de aviões comerciais, que foram “aprovados a 100%” e 4.156 solicitações de aeronaves civis para que a unidade fosse aeródromo alternante, também com “taxa de autorização de 100%”.

O comandante destacou, por outro lado, a importância da base do ponto de vista geoestratégico, considerando que a unidade militar é “o maior ativo da ilha, que será o ponto estratégico mais importante do país”.

“A localização da base das Lajes na rotunda do oceano tem sido de enorme proeminência em eventos de génese multidisciplinar, uma mais-valia que a transformou não só num instrumento de poder e negociação no xadrez internacional, levando-a a ostentar o título de ‘carta de trunfo’ da política externa portuguesa, como também – cito uma alta entidade eclesiástica – a ser tida como ‘peça na construção da paz mundial’”, frisou.

Segundo César Rodrigues, apesar das “flutuações ao longo da história”, a infraestrutura mantém a sua importância geoestratégica.

“A Base das Lajes continua a ser uma plataforma fulcral, quer na bivalência em apoiar operações, tanto em tempos de crise, como em períodos de paz, quer ainda pela sua tipologia de duplo uso civil-militar”, sublinhou.

O comandante da Base Aérea n.º4 realçou o papel da unidade no apoio às populações dos Açores, alegando que nos últimos 13 anos foram realizadas 2.931 missões, que transportaram com caráter de urgência 2.321 doentes.

Por outro lado, realçou que, desde 2002, foram resgatadas 333 pessoas com vida, em missões de busca e salvamento, tendo-se registado 2.817 horas de voo.

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