Coaching ajuda desempregados a elevarem a autoestima


 

Lusa/AO Online   Nacional   19 de Ago de 2010, 07:53

Desempregados do Distrito de Bragança estão a ser ajudados a descobrir potencialidades pessoais e profissionais por uma especialista do “coaching”, um processo cada vez mais procurado no mundo dos negócios para alcançar metas.

A psicóloga Ana Galvão é a “treinadora/orientadora” (coach) que está a dar àqueles que estão confrontados com o problema do desemprego ou exclusão social algumas dicas de como através do autoconhecimento é possível dar a volta.

“A atitude positiva faz toda diferença” e é por isso que estas pessoas estão a receber um curto treino de competências para elevar a auto estima, o primeiro passo para definir objetivos.

O aconselhamento faz parte das sessões que a Associação Empresarial do Distrito de Bragança (Nerba) está a promover em parceria com o núcleo distrital da Rede Europeia Anti Pobreza nos concelhos de Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé e Mogadouro.

A iniciativa destina-se a desempregados, beneficiários do Rendimento Social de Inserção e imigrantes que não dispõem dos meses necessários para o “coaching” conduzir ao sucesso, mas de uma sessão que pretende mostrar a diferença entre “o copo meio cheio ou meio vazio”.

“A perspetiva com que encaramos as coisas faz toda a diferença” garante a “coach” Ana Galvão.

E foi assim que Mónica, presente na plateia da primeira sessão, terça feira, em Macedo de Cavaleiros, e “que se queixa por passar o dia em casa percebeu que não está fechada porque a acorrentaram. Ela tem a porta aberta, mas decide que não vai passear”.

“Depende muito de como queremos ver a situação”, diz a psicóloga, que acredita que “muitas destas pessoas têm capacidades e fariam um bom trabalho se tentassem, por exemplo criar o seu próprio emprego”.

“Se estamos à espera que o Estado nos dê emprego ou que o subsídio de desemprego pague, é complicado”, considerou esta profissional que “não vê grandes iniciativas de quem se queixa: as pessoas que se queixam são passivas, são pouco pró-activas”.

Numa região desertificada como o Nordeste Transmontano, a psicóloga lançou o desafio àqueles que querem livrar-se do problema do desemprego: “onde é que queremos criar os postos de trabalho? Nas cidades? Porquê? Temos as aldeias desertas, se calhar há lá bons postos de trabalho”.

A quem não vislumbra oportunidades nestas terras do interior deixa para reflexão a mesma lógica do copo “meio cheio, meio vazio”, mas com ingredientes do verão.

“Em vez de se queixarem de tanto calor, que chatice, faz transpirar imenso…que bom, ao transpirar até se emagrece um bocado”.


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