Clinton considera "inaceitável" que Putin crie "mais caos"

Clinton considera "inaceitável" que Putin crie "mais caos"

 

Lusa/AO online   Internacional   14 de Out de 2015, 11:22

A aspirante democrata à presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton defendeu, na terça-feira, que a Casa Branca deve "deixar claro" ao Presidente russo, Vladimir Putin, que não pode estar na Síria para criar "mais caos".

 

“Os Estados Unidos devem deixar claro a Putin que é inaceitável que esteja na Síria para criar mais caos”, afirmou a antiga chefe da diplomacia norte-americana no primeiro debate entre aspirantes a candidatos presidenciais democratas, que decorre em Las Vegas, no Nevada.

Neste sentido, Clinton aplaudiu a decisão da Administração de Barack Obama de restabelecer conversações diplomáticas com Moscovo sobre o assunto.

A também ex-secretária de Estado foi a única entre os cinco aspirantes democratas que participam no debate a advogar a criação de “zonas de exclusão aérea” na Síria, uma ideia que alguns deputados democratas do Congresso já estão a apoiar e tem sido bem recebida pela maioria dos membros da oposição republicana.

A este respeito, e criticada pelos seus oponentes, o senador Bernie Sanders e o ex-governador de Maryland Martin O'Malley, que veem esta opção como um “erro”, Clinton indicou que os Estados Unidos já “voam” sobre a Síria, tal como o fazem no Iraque, e que isto ajudaria a atrair os russos para a mesa de negociações, pela via da diplomacia.

Sanders, atualmente o principal rival de Clinton segundo as sondagens, rejeitou qualquer intervenção militar norte-americana na Síria que implique o envio de soldados para o terreno, um aspeto em que também coincidiram os restantes aspirantes.

O senador apelou a que se crie uma coligação internacional e apoie “aqueles que lutam contra [o Presidente sírio, Bashar al-Assad] e que também o fazem contra o Estado Islâmico”.

“Precisamos de criar coligações, não adotar ações unilaterais”, insistiu.

Clinton concordou com o adversário, tendo sublinhado, porém, ser importante que nessas coligações estejam incluídos os países árabes, e expressou preocupação por o autoproclamado Estado Islâmico (EI) estar a “conquistar mais terreno”, o que representa uma “verdadeira ameaça” para aquela região.

A Rússia começou, no início deste mês, a bombardear zonas controladas pelos opositores do regime do Presidente sírio, depois de destacar dezenas de caças e material militar no leste do país, argumentando que as suas intenções são acabar com o EI, tal como pretende a coligação internacional liderada pelos Estados Unidos.

Contudo, as ações militares contra os opositores sírios parecem concebidas para reforçar Assad na liderança do país, aliado de Moscovo, algo que Washington considera contraproducente para a resolução do conflito interno que vive a Síria.

O próprio Presidente norte-americano, Barack Obama, denunciou que as forças russas na Síria “não fazem distinção entre o Estado Islâmico e a oposição moderada sunita”, o que é uma “receita para o desastre”.


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