Conjuntura

Clima económico agrava-se em Outubro e consumo privado volta a cair

Clima económico agrava-se em Outubro e consumo privado volta a cair

 

Lusa/AO online   Economia   18 de Nov de 2011, 10:24

O indicador de clima económico agravou-se em Outubro, mantendo o movimento descendente iniciado em Julho de 2010 e o consumo privado voltou a cair em Setembro, embora estabilizando face a Agosto, indicou o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O indicador de actividade económica, disponível até Setembro, prolongou o perfil negativo observado no último ano, indica ainda o INE na síntese económica de conjuntura de Outubro.

A economia registou uma variação homóloga negativa no terceiro trimestre de 1,7 por cento, em resultado da desaceleração das exportações e da diminuição do investimento.

O indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em construção registou uma diminuição mais intensa, contribuindo fortemente para o desempenho negativo do produto, indicou ainda INE.

Relativamente à balança comercial, em termos nominais, as exportações e importações registaram variações homólogas de 13,1 por cento e 3,6 por cento em Setembro (13,5 por cento e -4,5 por cento no mês anterior), respectivamente

No terceiro trimestre de 2011, a taxa de desemprego situou-se em 12,4 por cento, mais 0,3 pontos percentuais do que no trimestre anterior. O emprego por conta de outrem passou de uma variação homóloga de -0,2 por cento no 2º trimestre para 0,1 por cento no 3º trimestre.

Quanto à inflação, passou de 3,6 por cento em Setembro para 4,2 por cento em Outubro, reflectindo sobretudo o aumento da taxa do IVA sobre a electricidade e o gás natural. No mesmo mês, excluindo a energia e os bens alimentares não transformados, o índice de preços no consumidor (IPC) situou-se em 2,4 por cento (2,5 por cento no mês anterior).

O Produto Interno Bruto (PIB) na zona euro e nos 27 estados da União Europeia cresceu em termos reais 1,4 por cento no terceiro trimestre de 2011 por comparação com o mesmo período em 2010, o que compara com as taxas de 1,6% e 1,7% observadas no trimestre anterior, indicou o Instituto Nacional de Estatística.

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