Citologias ginecológicas realizadas nos Açores após suspensão foram todas analisadas


 

Lusa/AO Online   Regional   30 de Mar de 2017, 07:48

O Governo dos Açores informou hoje que todas as citologias ginecológicas efetuadas nas Unidades de Saúde de Ilha entre 21 de fevereiro e 03 de março foram analisadas, apesar da suspensão decretada pelo Centro de Oncologia dos Açores.

Em resposta a um requerimento do PSD/Açores, sobre a suspensão de citologias no âmbito do rastreio do cancro do colo do útero, o executivo açoriano, do PS, revelou em comunicado que os médicos só foram informados da decisão através de um ofício “enviado na tarde do dia 03 de março”.

De acordo com o requerimento do PSD, o Centro de Oncologia dos Açores (COA) enviou um ofício aos Conselhos de Administração das Unidades de Saúde de Ilha a 21 de fevereiro, a comunicar a suspensão, “por se terem atingido 1.300 citologias, número que corresponderá ao total (mensal) contratado com o laboratório que analisaria as amostras enviadas”.

Para os social-democratas esta, suspensão é “surpreendente”, reveladora de “uma falta de planeamento grave sobre a previsão de citologias a realizar e a correspondente capacidade contratualizada de análise do Laboratório IMP”.

Sem revelar quantas citologias foram realizadas entre 21 de fevereiro e 03 de março, o Governo Regional referiu que todas elas “foram todas para o laboratório processador, cuja disponibilização foi efetuada dentro do prazo de validade das amostras, que é de seis semanas, tendo sido todas analisadas”.

Este ano, o executivo açoriano, liderado pelo PS, adiantou que serão realizadas no total 10.500 citologias, uma “previsão que assenta no histórico relativo à taxa de participação, que em 2016 foi de 60%”.

Anualmente, o Centro de Oncologia dos Açores, sediado na ilha Terceira, recebe uma dotação do orçamento regional de cerca de 145 mil euros.

 

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