Cientistas discutem avanços na descoberta de uma vacina contra o HIV


 

Lusa/AO On Line   Nacional   28 de Set de 2010, 06:30

Investigadores na área da sida reúnem-se em Atlanta entre hoje e quinta feira para discutir os desafios que se colocam na investigação sobre a prevenção do VIH e os progressos feitos em torno da descoberta de uma vacina.

A atual situação relativamente às investigações para a descoberta de uma vacina contra a sida é o tema central do primeiro dia de uma conferência dedicado a essa temática.

A Conferencia da Vacina da Sida 2010, que decorre na cidade norte-americana de Atlanta, abrirá com a intervenção de peritos que vão falar sobre os próximos passos na investigação de uma vacina contra o VIH (vírus da imunodeficiência humana), sobre o papel fundamental de África no desenvolvimento de uma vacina e a atual situação da epidemia nos Estados Unidos.

O segundo dia será dedicado a debater os progressos feitos até à data na descoberta de uma vacina, com algumas intervenções mais técnicas sobre as experiências científicas em desenvolvimento.

Os desafios perante a investigação na área da prevenção do VIH, os custos globais com a prevenção e com os tratamentos antirretrovirais e o estudo da imunidade são os temas que marcam o último dia da conferência, que contará maioritariamente com a participação de peritos norte-americanos e sul-africanos.

Em julho decorreu em Viena a Conferência da Sida 2010, durante a qual os especialistas reunidos anunciaram ter-se entrado numa “nova era” no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus da sida, embora tenham reconhecido o entrave da pouca troca de informações dentro da comunidade científica.

Esta conferência decorreu poucos dias depois de investigadores norte-americanos terem descoberto dois anticorpos capazes de bloquear, em laboratório, a maior parte dos tipos de VIH, o que abre caminho a uma vacina eficaz.

No início deste mês, investigadores israelitas anunciaram ter conseguido destruir em laboratório células infetadas pelo vírus da sida, sem prejudicar as células sãs.

Mais de um quarto de século depois da identificação do vírus, o VIH é responsável por mais de 30 milhões de mortos.

 


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