Cientistas criticam Austrália por abolir imposto sobre emissões de CO2

Cientistas criticam Austrália por abolir imposto sobre emissões de CO2

 

Lusa/AO online   Internacional   23 de Jul de 2014, 10:19

Cerca de 600 cientistas e ativistas expressaram a sua "elevada" preocupação com a abolição, na semana passada, do imposto sobre o dióxido de carbono (CO2) pelo Governo australiano, instando-o a implementar um sistema de troca de emissões.

 

“Esta mudança recente preocupa todos”, disse, em comunicado, o copresidente do comité da Associação de Biologia Tropical e Conservação, José Fragoso, que questionou como enfrentará a Austrália os assuntos “sérios” do meio-ambiente.

O também biólogo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, disse que o Executivo do conservador Tony Abbott deu um duplo golpe nos esforços para diminuir as alterações climáticas com a eliminação deste imposto e a redução do financiamento das investigações ambientais.

José Fragoso acrescentou que uma nação desenvolvida como a Austrália, que é o principal poluidor “per capita” do mundo, “está a dar uma mensagem errada ao resto da comunidade internacional”, segundo o comunicado citado pela agência local AAP.

A associação, que é a maior organização dedicada ao estudo de ecossistemas tropicais, pediu também a promoção do uso de energias renováveis e o reforço das leis para proibir a importação de madeira extraída ilegalmente.

O parlamento australiano revogou na semana passada o imposto sobre a emissão de dióxido de carbono introduzido em 2012 pelo governo trabalhista de Julia Gillard, que inicialmente obrigava as grandes empresas poluidoras a pagar cerca de 23 dólares australianos (16,1 euros) por tonelada de CO2 emitida.

O plano incluía um aumento de cerca de 2,5% em termos reais até 2015, altura em que estava previsto entrar em vigor um sistema de troca de emissões no qual o mercado regularia os preços.

A eliminação do imposto sobre o carbono foi uma das principais promessas eleitorais de Tony Abbott, que entrou em funções em setembro com o objetivo de reduzir o impacto nas tarifas elétricas nos orçamentos das famílias e pequenas empresas.


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