Cidadãos apelam ao Governo que impeça instalação de incineradora

Cidadãos apelam ao Governo que impeça instalação de incineradora

 

Lusa/AO online   Regional   20 de Nov de 2012, 11:39

Cerca de 80 cidadãos escreveram ao presidente do Governo dos Açores a apelar que impeça a instalação de uma incineradora em São Miguel, alertando para "os perigos ambientais" do investimento, "quando a tendência no mundo é reciclar".

A Associação de Municípios de São Miguel (AMISM) “insiste neste investimento, quando existem outras soluções que não foram devidamente analisadas e a carta é a derradeira tentativa de um conjunto de pessoas que estão preocupadas com a sua região", afirmou Luís Anselmo, primeiro subscritor do documento, à agência Lusa.

Luis Anselmo acrescentou que a carta, com cerca de 80 assinaturas, já foi enviada à Presidência do Governo Regional, de onde foi recebida "a confirmação de que a mesma foi remetida para o departamento competente para análise".

No documento, os subscritores, incluindo ecologistas, referem que precisam da "ajuda" do presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, para “impedir a instalação de uma central de queima de lixos, vulgo incineradora, que a AMISM pretende fazer em S. Miguel”, um investimento que alegam ser um grave erro para a região, enumerando razões que vão desde as questões ambientais ao “avultado investimento”.

"A incineração de lixos não é uma solução segura, já que no processo de queima de lixos há dioxinas que são lançadas para a atmosfera, um veneno que depois cai sobre as pastagens e entra facilmente na cadeia alimentar", alertou, a propósito, o primeiro subscritor da carta.

Luís Anselmo recordou que, "em 2008, o Governo anterior teve muitas dúvidas em relação àquele investimento e chumbou o projeto", frisando que "existem convenções internacionais que recomendam que a incineração seja eliminada progressivamente".

Além da questão de saúde pública que "importa acautelar", os subscritores da carta justificam ainda que se trata de "um investimento avultado de 90 milhões [de euros], com uma componente importada muito elevada, para simplesmente queimar lixos e poluir a atmosfera".

Luís Anselmo sublinhou, por outro lado, que "existem outras soluções mais amigas do ambiente e mais baratas que não foram devidamente analisadas", recordando que a região "tem feito um esforço na sua promoção externa como um destino ambientalmente puro e andou anos e anos a formar a consciência dos alunos para reduzir, reutilizar e reciclar".


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