Chuvas de julho ameaçam produção de cereais, vinho e maças

Chuvas de julho ameaçam produção de cereais, vinho e maças

 

Lusa/AO online   Economia   20 de Ago de 2014, 12:06

As chuvas e humidade em julho indiciam quebras na produção de outono/inverno dos cereais, vinho e maças, mas em contrapartida aumentaram a produção de batata e arroz, segundo as previsões do Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

As previsões agrícolas, em 31 de julho, apontam para uma campanha cerealífera com produções aquém do esperado, embora superiores às registadas no ano passado, devido essencialmente à elevada precipitação e humidade verificadas no final do ciclo dos cereais que prejudicaram quer o volume da produção, quer a qualidade do grão.

O INE estima que a área de milho de regadio diminua 10% face a 2013, mas ressalva que, apesar dos atrasos provocados pelas baixas temperaturas, as searas de milho apresentam um aspeto vegetativo normal.

“O nível do preço do milho tem sido a principal preocupação dos produtores, encontrando-se próximo dos praticados em 2013 e, a avaliar pela conjuntura internacional, com tendência para descer”, escreve o INE no boletim de previsões agrícolas.

As condições meteorológicas também prejudicaram o rendimento da vinha para vinho, prevendo o INE decréscimos de produtividade da ordem dos 6% para a maioria das regiões vitivinícolas, em alguns casos, resultantes das baixas temperaturas e elevadas precipitações.´

A Península de Setúbal e as Terras de Cister são as únicas regiões vitivinícolas onde as previsões apontam para aumentos do rendimento da vinha, enquanto no Alentejo a produtividade deverá ser próxima da de 2013.

A produtividade do arroz deve rondar as seis toneladas por hectare, valor semelhante ao registado na campanha anterior, mas regista algum atraso, estando a maioria das searas a meio do afilhamento.

As temperaturas relativamente amenas têm sido favoráveis ao desenvolvimento do milho de sequeiro, cultura circunscrita a algumas regiões do Norte e Centro, prevendo-se um aumento da produtividade de 5%, face a 2013.

O desenvolvimento da batata de regadio decorreu com normalidade, diz o INE, e a colheita já efetuada mostra boa qualidade dos tubérculos, prevendo o INE um acréscimo de produtividade na ordem dos 10%, relativamente à última colheita.

A produção de batata de sequeiro deve registar um acréscimo de 15%, resultado do aumento das áreas plantadas, e da respetiva produtividade, mas o INE destaca dificuldades de escoamento e subvalorizado no circuito comercial porque o mercado se encontra abastecido por produção em quantidade e boa qualidade, verificando-se.

O INE prevê que o tomate para a indústria registe uma produtividade próxima das 85 toneladas por hectare, mais 10% do que na campanha anterior, e que as macieiras tenham um decréscimo global de 5% face a 2013.

A produção de pera deve aumentar 3%, e a colheita do pêssego um aumento na produtividade de 45% face a 2013, quando a campanha foi fortemente afetada por condições meteorologias desfavoráveis e por problemas fitossanitários.

As culturas forrageiras e as pastagens, tanto em regadio como em sequeiro, apresentaram na sua generalidade produções abundantes e de boa qualidade.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.