Chumbada proposta de transferência de base da SATA para a ilha Terceira

Chumbada proposta de transferência de base da SATA para a ilha Terceira

 

Lusa/AO Online   Regional   20 de Mai de 2015, 06:10

A Assembleia Legislativa dos Açores chumbou uma proposta do CDS que defendia a transferência de Lisboa para a ilha Terceira da base operacional da SATA Internacional.

 

O objetivo da proposta, segundo explicou Artur Lima, do CDS, era "criar centenas de postos de trabalho qualificado" no aeroporto das Lajes, numa altura em que está em curso um processo de redução do contingente laboral norte-americano na base militar da ilha Terceira, que terá "impactos negativos na economia local".

"A dispensa de meio milhar de trabalhadores das Feusaçores, ligados à atividade aeronáutica, constitui uma oportunidade de recuperação e requalificação para outras funções de âmbito civil, dentro da mesma atividade", destacou o líder parlamentar do CDS-PP na Assembleia Legislativa açoriana.

Mas apenas o PPM esteve ao lado do CDS nesta reivindicação, que acabou por ser chumbada pelas bancadas do PS, PSD, BE e PCP, que não veem vantagens na transferência da base operacional da SATA Internacional para a ilha Terceira.

Uma opinião partilhada pelo secretário regional do Turismo e dos Transportes, Vitor Fraga, para quem a mudança da base operacional da SATA Internacional poderia criar "instabilidade laboral" e colocar em risco a "sustentabilidade da empresa".

Segundo explicou, essa alteração teria repercussões não apenas laborais mas também logísticas, e recordou que mesmo que os trabalhadores aceitassem essa transferência, ela não teria o impacto de criação de emprego previsto pelo CDS.

"No caso de todos aceitarem, isto teria um custo para a empresa de 846 mil euros, significando que, simultaneamente, a criação de novos postos de trabalho era zero, ou seja, era a transferência direta de trabalhadores de uma base para outra", afirmou Vítor Fraga.

Quando foi ouvido em sede de comissão parlamentar sobre a proposta do CDS-PP, também o presidente da administração da SATA, Luís Parreirão, considerou que a instalação de uma base operacional da empresa na ilha Terceira é uma opção inviável do ponto de vista financeiro e sem racionalidade económica.

A SATA Internacional é a empresa do Grupo SATA que assegura as ligações entre os Açores e o exterior da região.


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