Chipre, Grécia e Egito unidos no combate ao "terrorismo"

Chipre, Grécia e Egito unidos no combate ao "terrorismo"

 

Lusa/AO online   Internacional   29 de Abr de 2015, 18:42

Os líderes de Chipre, da Grécia e do Egito concordaram na necessidade de reforçar a cooperação no combate ao "terrorismo" na conturbada região do Mediterrâneo oriental.

O Presidente cipriota Nicos Anastasiades, o seu homólogo egípcio Abdel Fattah al-Sisi e o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras emitiram uma declaração comum após um encontro em Nicósia, onde assinalam que "o flagelo do terrorismo internacional" ameaça atualmente a Europa, a região do Golfo, o Médio Oriente, o norte de África, e ainda as regiões africanas do Sahel e subsaariana.

"Condenamos vigorosamente todas as ações terroristas e apelamos a todos os Estados que confrontem de forma efetiva e ativa esta ameaça e desenvolvam a cooperação em questões de segurança para conter os grupos extremistas e expor os seus apoios políticos e financeiros", sublinha o comunicado conjunto.

Os três responsáveis políticos concordaram num combate coordenado ao terrorismo e extremismo violento, numa região assolada por conflitos. "Saudamos os recentes progressos das forças iraquianas no Iraque com o apoio da coligação internacional anti-ISIL [uma referência ao grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI)]", prossegue a declaração.

Anastasiades, Tsipras e Sisi exprimiram ainda o "apoio ao governo legítimo do Iémen e pela preservação da sua unidade e integridade territorial", e consideram que a única solução consiste no reinício de conversações abrangentes, na sequência da rebelião xiita dos 'huthis', da fuga do presidente Abd Rabbo Mansur Hadi para a Arábia Saudita e da intervenção aérea de uma coligação aérea liderada por Riade.

A declaração também apoia os esforços do enviado da ONU Staffan de Mistura, que na segunda-feira inicia novas conversações destinadas a tentar terminar com a guerra na Síria, que se prolonga desde a primavera de 2011.

No texto referem ainda a sua "enorme preocupação pela deterioração da situação de segurança da Líbia" e a crescente ameaça terrorista que afeta a segurança e estabilidade dos países vizinhos, onde se inclui o Egito.

Os líderes dos três países vizinhos também sublinharam o seu empenho na abordagem ao grave problema do tráfico de migrantes entre as duas margens do Mediterrâneo.

"Concordámos em mobilizar todos os esforços ao nosso dispor para evitar a perda de vidas humanas no mar e abordar as principais causas da tragédia humana que enfrentamos", conclui o texto.


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