China deporta vinte turistas detidos por terem visto um vídeo que "instiga ao terrorismo"

China deporta vinte turistas detidos por terem visto um vídeo que "instiga ao terrorismo"

 

Lusa / AO online   Internacional   19 de Jul de 2015, 12:06

O governo chinês deportou vinte turistas do Reino Unido, Índia e África do Sul que foram detidos na Mongólia Interior por alegadamente verem um vídeo que instiga "ao terrorismo e ao extremismo religioso", segundo confirmaram as autoridades.

 

A imprensa oficial chinesa afirmou hoje que o grupo de turistas foi libertado, depois de ter estado preso num centro de detenção durante uma semana e que já foram deportados para os seus países de origem.

Segundo a polícia, os estrangeiros faziam uma viagem de 47 dias que foi organizada por uma agência de turismo chinesa.

“Os turistas viram um documentário no quarto do hotel e, depois de alguns terem ido embora, os restantes começaram a ver vídeos que instigavam ao terrorismo”, salientaram as fontes policiais.

As autoridades chinesas asseguram que a polícia encontrou vídeos idênticos num telemóvel de um dos turistas, Hoosain Ismail Jacobs, de nacionalidade sul-africana.

Num comunicado divulgado pela família de Jacobs é dito que houve “um mal entendido” e que o grupo visualizava um documentário sobre Genghis Khan “para aprofundar o seu entendimento sobre a região em que estavam, a Mongólia Interior”.

“Este documentário foi entendido de forma errada como material de propaganda”, esclarece.

“Só se pode entender que foram polícias com pouca experiência que fizeram inicialmente a detenção dos turistas na Mongólia Interior e que o erro cometido pode ter a ver com o desconhecimento do inglês”, explica.

A família de Jacobs agradeceu às altas autoridades chinesas em Pequim a maneira correta como “resolveram o desafortunado erro”, adianta o comunicado.

A nota refere também que nenhum dos turistas tinha antecedentes criminais.

As detenções ocorreram no aeroporto de Ordos, na cidade da Mongolia Interior, a 10 de julho, quando o grupo embarcava de avião com destino a Xian, na China.

O grupo, que iniciou a viagem em Hong Kong e iria acabá-la na cidade de Xangai, sendo composto por nove britânicos, dez sul-africanos e um indiano.

Os turistas detidos professavam a relegião católica, muçulmana e indú.

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