China apoiará integração económica após saída dos EUA do Acordo Transpacífico

China apoiará integração económica após saída dos EUA do Acordo Transpacífico

 

Lusa/AO Online   Internacional   24 de Jan de 2017, 07:42

O Governo chinês anunciou hoje que continuará a impulsionar acordos de integração económica alternativos ao Acordo de Associação Transpacífico (TPP), do qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira a saída.

 

"A China continua comprometida em promover a integração económica na Ásia-Pacifico e vai impulsionar as negociações para a Associação Económica Regional Integral (RCEP) e o Acordo de Livre Comércio para a Ásia Pacífico (FTAAP)", disse a porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying.

O TPP, que Trump recusou, foi sempre visto em Pequim como uma estratégia de Washington para contrariar a ascensão económica e comercial da China, que foi excluída daquele acordo.

"A China tem defendido acordos para um comércio aberto, transparente e de benefício mútuo e acreditamos que as regras do comércio devem ser acordadas através de consultas em pé de igualdade", disse Hua.

"Estamos preparados para trabalhar com todas as partes, tendo como base a consideração pelas diferenças económicas e a diversidade desta região", acrescentou.

A porta-voz recordou que o Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu estas posições tanto na cimeira dos líderes da APEC (Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico), como no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suiça.

"A China desempenhou um papel claro e tangível e estamos preparados para trabalhar com todas as partes para mostrar responsabilidade, superar as dificuldades e contribuir dentro do possível para solucionar os desafios que o mundo enfrenta", disse Hua.

O RCEP agrupa os países da Associação de Nações da Ásia Pacífico (ASEAN), a Austrália, Coreia do Sul, Índia, Japão, Nova Zelândia e a China.

"A economia mundial continua débil, o comércio global, porém, regista altos e baixos e os países deviam continuar a trabalhar em conjunto e perseguir um desenvolvimento aberto, inclusivo e interconectado", concluiu a porta-voz.

 


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