China apela aos EUA que travem medidas protecionistas

China apela aos EUA que travem medidas protecionistas

 

Lusa/AO online   Internacional   2 de Mar de 2018, 09:16

A China apelou esta sexta-feira a Washington que "trave" as medidas protecionistas e "respeite as regras" do comércio multilateral, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar um aumento dos impostos para as importações de alumínio e aço.

"A China pede aos Estados Unidos que travem o recurso a medidas protecionistas e respeitem as regras do comércio multilateral", afirmou Hua Chunying, porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

"Se outros países seguissem o exemplo [norte-americano], teria um grave impacto na ordem do comércio multilateral", referiu Hua.

A porta-voz da diplomacia chinesa afirmou que os EUA oferecem já uma "proteção excessiva" aos seus produtores de aço e alumínio, tendo adotado "mais de uma centena” de medidas contra a importação daqueles produtos.

Hua Chunying não mencionou, no entanto, possíveis represálias por parte de Pequim.

Donald Trump afirmou na quinta-feira que anunciará na próxima semana a imposição de tarifas aduaneiras de 25%, para as importações de aço, e 10%, para as de alumínio.

O anúncio surge numa altura em que Liu He, assessor económico próximo do Presidente chinês, Xi Jinping, visita Washington, para tentar resolver algumas das disputas comerciais entre as duas maiores economias do planeta.

Liu reuniu-se com o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, o representante do Comércio, Robert Lighthizer, e o conselheiro económico do presidente Trump, Gary Cohn, segundo Hua Chunying.

"Eles tiveram discussões abertas e estabeleceram as condições necessárias para a próxima fase do aprofundamento da nossa cooperação", acrescentou.

As declarações de Trump suscitam receios de uma guerra comercial com a China, o segundo maior parceiro comercial dos EUA, e que Trump acusou por várias vezes durante a campanha de ser responsável pela destruição massiva de empregos no país.

Pequim avisou já que adotará as "medidas necessárias" para defender os interesses dos seus exportadores.

A China, o maior produtor de aço do planeta, fornece menos de 2% do aço importado pelos EUA.

O setor do aço é um dos principais visados das autoridades chinesas nas medidas para cortar o excesso de produção de algumas das indústrias do país.



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