China anuncia associação destinada a 'auto-regular' empresas financeiras 'online'

China anuncia associação destinada a 'auto-regular' empresas financeiras 'online'

 

LUSA/AO Online   Economia   25 de Mar de 2016, 14:16

O Banco central da China anunciou hoje o estabelecimento de uma associação entre as plataformas 'online' que disponibilizam serviços financeiros, numa tentativa de regular um setor que cresce a uma velocidade ímpar na China.

O grupo deverá "auto-regular" a indústria, frisou o vice-governador do Banco do Povo Chinês (PBOC, banco central), Pan Gongsheng, de acordo com a transcrição do discurso proferido na cerimónia de abertura. No mês passado, as autoridades chinesas desmontaram um esquema fraudulento gigante que ludibriou cerca de 900.000 pessoas em mais de 50 mil milhões de yuans (sete mil milhões de euros). O negócio era gerido legalmente através da Ezubao, que se apresentava como uma plataforma 'online' que disponibilizava empréstimos entre pessoas (P2P, na sigla em inglês). A associação, com sede em Xangai, reúne serviços de pagamento digital, plataformas P2P e outras entidades financeiras a atuar na rede, segundo Pan. "Devemos compreender que as instituições de financiamento pela internet não estão familiarizadas com o risco", disse. Pan acrescentou ainda que muitas firmas desconhecem que devem respeitar os regulamentos, proteger o direito dos consumidores, combater a lavagem de dinheiro ou o financiamento ao terrorismo. A China tem quase 2.600 plataformas descritas como negócios P2P e que, no conjunto, realizaram transações no valor de 150 mil milhões de dólares (134 mil milhões de euros) em 2015, de acordo com um portal da indústria. Os serviços de pagamento 'online' e via 'smartphone' são dominados pelo gigante do comércio eletrónico Alibaba (quase três quartos do mercado). Em segundo, surge a Tencent, que opera o aplicativo Wechat (o 'Whatsapp' chinês), cuja carteira digital controla 17 por cento do mercado, segundo o instituto de pesquisa BigData, com sede em Pequim. Em 2015, o número de chineses ligados à Internet aumentou para quase 700 milhões, 90% dos quais acede à rede através de dispositivos móveis.

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