Chile concede asilo diplomático a cinco magistrados venezuelanos

Chile concede asilo diplomático a cinco magistrados venezuelanos

 

Lusa/AO online   Internacional   22 de Ago de 2017, 18:01

O Chile concedeu asilo diplomático a cinco magistrados do Supremo Tribunal da Venezuela que estão alojados na sua embaixada em Caracas, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros chileno, Heraldo Muñoz.

"Chegou a hora de honrar o nosso compromisso e a nossa solidariedade, e o Governo do Chile decidiu conceder a estes cinco cidadãos venezuelanos a condição de asilados diplomáticos", declarou o chefe da diplomacia chileno.

Os magistrados Elenis del Valle Rodríguez Martínez, Luis Manuel Del Valle Marcano Salazar, José Fernando Núñez Sifontes, Beatriz Josefina Ruiz e Zuleima Del Valle, que pediram na segunda-feira asilo, obtiveram-no hoje.

Desde há algumas semanas que os cinco magistrados do Supremo Tribunal que foram nomeados pela Assembleia Nacional, onde a oposição é maioritária, estavam na qualidade de hóspedes na embaixada chilena em Caracas, depois de terem denunciado a "perseguição política" de que se diziam alvo por parte do Governo do Presidente Nicolás Maduro.

Após a concessão do asilo, as autoridades chilenas pediram às suas homólogas venezuelanas as correspondentes autorizações para que os asilados possam viajar para o Chile.

O chefe da diplomacia chilena instou hoje novamente a que "a situação de crise que o povo venezuelano vive se resolva com a brevidade possível", com o propósito de "restabelecer a ordem democrática e o respeito dos direitos humanos", por uma "via pacífica".

"Foi essa a posição do Chile e dos países signatários da Declaração de Lima", que condena a violência e a rutura da democracia na Venezuela, ao mesmo tempo que desconhece as ações da Assembleia Constituinte que foi eleita a 30 de julho", acrescentou.

Na residência do embaixador do Chile na Venezuela, Pedro Felipe Ramírez, também se encontra hospedado desde abril passado Roberto Enríquez, dirigente do partido social-cristão Comité de Organização Política Eleitoral Independente (Copei).

A Venezuela atravessa uma crise social com a população nas ruas desde 01 de abril, numa onda de protestos a favor e contra o Governo de Maduro que já fez mais de 120 mortos.



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