Chefe da diplomacia alemã cético sobre aumento das despesas militares

Chefe da diplomacia alemã cético sobre aumento das despesas militares

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   1 de Mar de 2017, 17:01

O chefe da diplomacia alemã manifestou o seu ceticismo quanto ao aumento das despesas com a Defesa para cumprir os objetivos da NATO, considerando que podem suscitar preocupações na Europa sobre uma "supremacia militar" da Alemanha.

No decurso de uma visita a Tallin, no âmbito de um périplo pelos países bálticos e a Ucrânia, para manifestar o apoio de Berlim face a Moscovo, Sigmar Gabriel advertiu para o perigo de uma concentração exclusiva no aumento da despesa militar, uma exigência do novo Governo dos Estados Unidos perante os seus aliados da NATO.

No decurso de um encontro com o seu homólogo estónio Sven Mikser, o chefe da diplomacia da Alemanha considerou "irreal" o objetivo de aumentar os orçamentos militares até 2% do Produto Interno Bruto (PIB), acordado na cimeira da NATO de 2014 no País de Gales.

Gabriel questionou se os restantes países da Europa pretendem uma Alemanha que despenda mais de 60 mil milhões de euros em gastos militares.

As declarações do político social-democrata contrastam com as afirmações da chanceler alemã Angela Merkel, e da ministra da Defesa, Ursula von der Leyen, ambas cristãs-democratas, que já reafirmaram o seu compromisso com o objetivo dos 2%.

Na perspetiva de Gabriel, a segurança não se garante apenas com o aumento das despesas com a Defesa, mas antes investindo em desenvolvimento e estabilidade.

O ministro alemão referiu-se à necessidade de fomentar uma arquitetura coletiva de segurança e defesa para a Europa, onde cada país participe de acordo com as suas capacidades.


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