Chávez empenhado em não permitir grupos armados em território venezuelano

Chávez empenhado em não permitir grupos armados em território venezuelano

 

Lusa/AO Online   Internacional   11 de Ago de 2010, 06:16

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está empenhado em não permitir a presença de grupos armados colombianos em território venezuelano, revelou na terça feira o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.

“Em matéria de segurança o presidente (Hugo) Chávez, disse-me e reiterou hoje que não vai permitir a presença de grupos à margem da lei no seu território”, disse.

Juan Manuel Santos falou aos jornalistas após um encontro, em Santa Marta, Colômbia, com o seu homólogo venezuelano, Hugo Chavez, durante o qual os presidentes decidiram restabelecer as relações bilaterais entre os países, quebradas a 22 de julho, por decisão de Caracas.

“Isto é algo que para nós é bem importante e é um passo importante para que estas relações (bilaterais) se mantenham sobre bases firmes”, vincou.

Juan Manuel Santos iniciou a sua intervenção explicando que a reunião entre ambos foi “um momento importante para a Colômbia e para as relações entre a Colômbia e a Venezuela”.

O presidente colombiano indicou que no encontro de quatro horas houve “um diálogo franco, direto e sincero” e foi dado um “grande passo no restabelecimento da confiança”, “uma das condições básicas de qualquer relação”.

Santos destacou a assinatura de uma declaração de princípios e o estabelecimento de várias comissões de trabalho, nomeadamente nas áreas da economia e segurança.

O presidente colombiano sublinhou ainda a cooperação no apoio social e as obras conjuntas em matéria de infraestruturas.

Chávez quebrou a 22 de julho as relações bilaterais com Bogotá, na sequência da decisão colombiana de acusar Caracas, na Organização de Estados Americanos (OEA), de proteger guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

As relações diplomáticas e comerciais entre Caracas e Bogotá estavam congeladas desde 28 de julho de 2009, por decisão da Venezuela, em protesto contra o anúncio das autoridades colombianas de que tinham encontrado um lote de armas, procedente da Venezuela, nas mãos da guerrilha.

No centro da polémica entre os dois Estados estava ainda a decisão da Colômbia de permitir aos Estados Unidos usarem sete bases militares no país, no âmbito de um programa de luta contra o narcotráfico e o terrorismo.


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