Chanceler deixa elogios à determinação de Portugal

Chanceler deixa elogios à determinação de Portugal

 

Lusa/AO online   Nacional   12 de Nov de 2012, 16:51

A chanceler alemã, Angela Merkel, elogiou esta segunda-feira a forma como Portugal está a aplicar o programa de ajustamento negociado com instituições internacionais, mas reconheceu que "o povo sente o impacto" dessas medidas.

"A minha visita a Portugal acontece no momento em que se sentem os efeitos do programa de ajustamento, o povo sente esse impacto", afirmou a chanceler.

"Sinto aqui uma forte determinação no sentido de superar essa situação difícil, um período duro para o povo. O emprego juvenil é altíssimo e por isso a Alemanha quer ajudar Portugal, sobretudo na formação profissional de jovens", disse Merkel, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho.

Questionada sobre os limites da austeridade e a possibilidade de as economias da União Europeia viverem numa situação de recessão, Merkel referiu que "a austeridade em si não é um fim".

"Trata-se de resolver a acumulação de dívidas que impossibilitariam a vida de gerações futuras. Temos de fazer reformas estruturais, para aliciar os investidores e gerar crescimento", afirmou a chanceler, garantindo que a Alemanha continuará a mostrar a sua solidariedade em relação a Portugal.

Merkel apontou a realização logo a seguir à conferência de imprensa de um encontro com empresas alemãs que investem e podem investir ainda mais em Portugal.

"Estamos novamente numa situação em que a Europa tem que mostrar ao mundo que é competitiva e que é um continente em que se pode viver em prosperidade e em liberdade, face a uma concorrência dura", afirmou, acrescentando que é preciso olhar para países como a Índia e a China.

Na conferência de imprensa, que decorreu no Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, Merkel foi também questionada sobre as várias manifestações de protesto realizadas hoje em Portugal com cartazes hostis à sua presença.

A chanceler alemã, que teve um almoço de trabalho com o primeiro-ministro português, garantiu que não fica irritada com os protestos, considerou que estes são uma forma de liberdade de expressão, que não havia na República Democrática Alemã, onde viveu 30 anos, mas fez questão de sublinhar que o programa de ajustamento não é um programa que tenha sido negociado pela Alemanha.

 



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