CGTP quer que o salário mínimo nos Açores chegue aos 542,87 euros

CGTP quer que o salário mínimo nos Açores chegue aos 542,87 euros

 

Lusa/AO online   Regional   3 de Nov de 2014, 16:28

Uma delegação da CGTP-IN entregou na Assembleia Legislativa dos Açores, na cidade da Horta, uma petição a defender o aumento do salário mínimo na região para 542,87 euros.

 

A petição, com mais de 3.500 assinaturas, pretende aumentar de 5% para 7,5% o aumento regional ao salário mínimo nacional, o que, na prática, iria permitir uma subida nos vencimentos dos trabalhadores açorianos de 12,62 euros mensais.

"É um aumento de 12,62 euros. Não resolve, naturalmente, todos os problemas, mas para quem tem ordenados desta dimensão é um importante aumento e uma importante ajuda para dignificar os trabalhadores na região", explicou aos jornalistas João Decq Mota, dirigente sindical.

Os trabalhadores açorianos têm de fazer face aos custos acrescidos da insularidade e, apesar disso, continuam a ter um rendimento médio "bastante inferior ao dos trabalhadores do continente", sublinhou.

"Esta desigualdade remuneratória tende a acentuar-se no imediato, se não forem tomadas medidas, e representa um sacrifício agravado para as famílias açorianas", insistiu Decq Mota, que entende ser necessário dar a essas pessoas um rendimento para que possam viver "condignamente".

O dirigente sindical reconheceu que o acréscimo regional ao salário mínimo tem sido um "instrumento importante para minorar as dificuldades dos açorianos", mas considerou que o aumento do custo de vida faz com que o acréscimo de 5% atualmente em vigor "não seja suficiente para assegurar as condições dignas a quem trabalha".

João Decq Mota deixou também um repto ao governo e ao parlamento açorianos, para que "não se escudem na vergonhosa atualização do salário mínimo nacional" e que deem um sinal concreto no sentido de "alterar o rumo da política de exploração e empobrecimento".

A petição hoje entregue na Assembleia Legislativa dos Açores não deverá ser discutida em plenário antes da votação das propostas de Plano e Orçamento da região para 2015, marcada para o final de novembro, mas a CGTP entende que os partidos "já ficam devidamente sensibilizados" para esta exigência.


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