CGTP manifesta-se em frente à AR no dia da discussão do orçamento retificativo

CGTP manifesta-se em frente à AR no dia da discussão do orçamento retificativo

 

Lusa/AO Online   Nacional   3 de Set de 2014, 06:40

A CGTP anunciou uma manifestação em frente à Assembleia da República, em Lisboa, no dia da discussão do segundo orçamento retificativo do ano, marcando assim a rentrée das ações de luta contra as políticas do Governo.

 

O Conselho Nacional da CGTP reuniu-se hoje pela primeira vez após o período de férias para analisar a situação do país, definir a sua política reivindicativa para 2015 e decidir ações de luta a desenvolver nos próximos tempos.

No final deste encontro, o secretário-geral da intersindical, Arménio Carlos, disse que foi marcado um plenário nacional de sindicatos para o dia 11 de setembro, que culminará com uma deslocação à Assembleia da República, onde será votada, no mesmo dia, a segunda alteração ao Orçamento do Estado para este ano.

“O orçamento retificativo apresentado recentemente demonstra que o Governo não está vocacionado para inverter as suas políticas, mas, pelo contrário, apostado em aprofundar esta política que continua a fazer dos salários e das pensões dos trabalhadores e dos reformados os seus inimigos principais”, afirmou.

Na quinzena entre 23 de setembro e 05 de outubro, a intersindical vai promover, “além de muitos plenários, concentrações e paralisações, também greves e manifestações de algumas das suas organizações”, indicou Arménio Carlos.

Entre as principais reivindicações da intersindical está a subida dos salários em pelo menos 3%, adequado a cada um dos setores de atividade, e que “assegure um aumento de, pelo menos, 30 euros por mês aos trabalhadores”, e o aumento do salário mínimo nacional para os 515 euros a partir de 01 de junho deste ano (com efeito retroativo), a sua atualização para os 540 euros em 2014 e para os 600 euros no início de 2016.

“É uma proposta justa e possível de concretizar. E relembramos que, contabilizando os 15 euros que os trabalhadores desde janeiro 2011 não recebem [devido à atualização salarial], neste momento os trabalhadores têm um crédito junto dos patrões 780 euros cada um”, sublinhou Arménio Carlos.

Questionado sobre se entre as ações de luta está prevista alguma greve geral, o secretário-geral da CGTP disse que, “para já, [está prevista] a quinzena” de ações.

“Dia 15 de outubro teremos o Orçamento do Estado (OE) para 2015 e depois cá estaremos todos para voltar a analisar e refletir o que fazer”, acrescentou o sindicalista.

O líder da CGTP apontou já algumas críticas às “manobras de ilusão” do Governo no documento do próximo ano: “Todos os dados que temos disponíveis apontam para uma manutenção de impostos [atualmente cobrados] e a preparação de novos impostos, logo mais sobrecarga fiscal sobre os trabalhadores e as famílias”, disse.

O sindicalista mostrou-se “muito preocupado” com o aumento da carga fiscal sobre o consumo e a redução da Taxa Social Única (TSU), por “trazer consequências inerentes para a Segurança Social”, com a introdução de impostos no âmbito da reforma da fiscalidade verde.

No caderno reivindicativo da CGTP está ainda a exigência do regresso do abono de família e a luta contra a precariedade e pela contratação coletiva.

 


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