CGTP-IN/Açores diz que é tempo de repor o que foi "roubado" aos trabalhadores


 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   2 de Mar de 2017, 16:07

O coordenador da CGTP-IN/Açores, Victor Silva, defendeu que está na altura de os trabalhadores do setor público e privado na região exigirem o que lhes foi "roubado" pela 'troika'.

 

"É tempo de os trabalhadores dos setores público e privado exigirem, nos locais de trabalho, a reposição do que lhes foi roubado! É tempo de devolver aos trabalhadores o que a legislação laboral lhes retirou!", sublinhou o dirigente sindical, em conferência de imprensa, na Horta.

Segundo explicou, o aumento dos salários, o combate à precariedade laboral e a criação de medidas de "emergência social" para apoiar os trabalhadores e promover o desenvolvimento da Região, são algumas das reivindicações da CGTP-IN/Açores para este ano.

"É tempo de devolver as condições de vida e de trabalho aos jovens, de acabar com a precariedade e de permitir que concretizem os seus projetos de vida na nossa região e no nosso país", insistiu Victor Silva.

Para o coordenador da CGTP-IN/Açores, é também necessário reivindicar o aumento das pensões e das prestações de desemprego e de "tirar as crianças da pobreza" e de devolver aos pais as condições para que tenha uma "vida digna".

Para isso, a CGTP-IN/Açores vai entregar esta sexta-feira, o seu caderno reivindicativo à presidente da Assembleia Legislativa Regional, na Horta, no sentido de sensibilizar os deputados para os problemas que afetam a classe operária.

"No setor privado, praticamente não existem carreiras profissionais. Eu sendo um trabalhador diferenciado e começando ao serviço com um contrato de seis meses, ganho exatamente a mesma coisa que um operário especializado, que já desempenha aquelas funções há 20, 30 ou 40 anos", recordou Victor Silva.

O dirigente sindical destacou também o aumento de queixas dos trabalhadores do setor público empresarial, em relação às condições de trabalho, que fez com que a CGTP-IN/Açores elaborasse uma série de reivindicações que pretende levar ao Governo Regional, ainda antes da discussão da proposta de Plano e Orçamento para 2017.

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