CGTP e UGT discutem hoje luta conjunta

CGTP e UGT discutem hoje luta conjunta

 

Lusa/AO Online   Nacional   17 de Out de 2011, 07:44

A CGTP e a UGT voltam hoje a encontrar-se, tal como há um ano atrás, para discutir as novas medidas de austeridade e a possibilidade de lhes responderem com protestos conjuntos, nomeadamente uma greve geral.

Depois de o primeiro-ministro ter anunciado na quinta-feira à noite um novo pacote de austeridade no âmbito do combate ao défice público, a CGTP tomou a iniciativa de escrever à UGT convidando-a para "o desenvolvimento do diálogo, a todos os níveis", e para a "construção da unidade na ação necessária para que a resposta seja de todos os trabalhadores portugueses".

Quase em simultâneo a UGT contactou a sua congénere com o mesmo objetivo e o encontro ficou marcado para o final da manhã de hoje, sem que a greve geral esteja formalmente na ordem de trabalhos mas com ambas as partes a considerarem-na uma inevitabilidade.

Ao início da manhã a Intersindical reúne a sua comissão executiva para analisar as medidas apresentadas pelo Governo e preparar o encontro com a UGT.

Fonte da CGTP admitiu à agência Lusa que a greve geral deverá ser o ponto forte da reunião entre as duas centrais, mas disse que não é previsível o anúncio de uma ação de luta desse tipo no final do encontro.

É que a convocação de uma greve geral terá de ser sempre aprovada pelos órgãos superiores das centrais sindicais.

A CGTP convocou o seu Conselho Nacional para terça e quarta-feira e a UGT o seu Secretariado Nacional para quinta-feira.

A mesma fonte sindical disse ainda à Lusa que a Inter deverá marcar um novo Conselho Nacional e um Plenário Nacional de Sindicatos (órgão máximo entre congressos) para a última semana deste mês.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou na quinta-feira que as medidas do OE2012 visam garantir o cumprimento dos acordos internacionais, e que passam, entre outras, pela eliminação do subsídio de férias e de Natal para os funcionários públicos e reformados que recebem mais de mil euros por mês, enquanto durar o programa de ajustamento financeiro, até ao final de 2013.

Os vencimentos situados entre o salário mínimo e os 1000 euros ficarão sujeitos a uma taxa de redução progressiva, que corresponderá em média a um só destes subsídios.

As pensões acima do salário mínimo e abaixo de mil euros sofrerão, em média, a eliminação de um dos subsídios.

O chefe do Governo afirmou que há um desvio orçamental de 3 mil milhões de euros e anunciou também que o executivo vai reduzir o número de feriados e permitir que as empresas privadas aumentem o horário de trabalho em meia hora por dia, sem remuneração adicional.

A CGTP e a UGT convocaram pela primeira vez uma greve geral em conjunto em outubro de 2010, que se concretizou a 24 de novembro do ano passado.


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