CGTP apela à participação na Manifestação Nacional

CGTP apela à participação na Manifestação Nacional

 

Lusa/AO Online   Economia   16 de Mai de 2010, 08:02

A CGTP-IN apelou hoje à participação dos trabalhadores portugueses de todas forças partidárias na Manifestação Nacional agendada para 29 de maio, em protesto contra as medidas de austeridade do Governo, que classifica de "violentas para os trabalhadores".

"Ou há da parte dos trabalhadores portugueses uma mobilização forte ou teremos, semana após semana, mais um pacote que se vai somando aos detrás. Se houver protesto dos trabalhadores vai haver travagem", disse o secretário geral da CGTP, Carvalho da Silva, no final da reunião da comissão executiva da CGTP-IN e do seu plenário de sindicatos.

O desafio lançado aos trabalhadores de todos os partidos, explicou, “relembra que a condição de trabalhador não é amputada por pertencer ao partido A, B ou C".

Carvalho da Silva disse ainda que a primeira decisão que sai da reunião de hoje é "a reclamação da abolição das medidas penalizadoras para os trabalhadores e reformados do país e o compromisso de mobilização dos portugueses", além de uma mensagem de que podem ser avançadas várias formas de luta, entre as quais a greve geral.

Contudo, adiantou, a greve geral não será precipitada de forma "a impedir a utilização plena da capacidade de ação dos trabalhadores".

A reunião tinha como objetivo analisar as medidas anunciadas pelo Governo para reduzir o défice e decidir que respostas dar.

De manhã, reuniu-se a comissão executiva da Intersindical, que elaborou uma resolução aprovada por unanimidade no plenário dos sindicatos na qual é defendida a intensificação dos trabalhadores e analisado o pacote de medidas do Governo.

A resolução aprovada critica o pacote de medidas do Governo, que a CGTP considera "injusto" e de "uma violência social intolerável" e que, segundo Carvalho da Silva, "também não agrada à ala mais à esquerda do partido socialista".

Para a CGTP, a consequência mais relevante do pacote de medidas de austeridade é a quebra do nível de vida da generalidade da população.

Na resolução, a central sindical apresenta um conjunto de propostas que considera indispensáveis, nomeadamente a alteração aos critérios do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) e o alargamento do prazo de redução do défice público para além de 2013 e ainda a aposta numa política de emprego, palavra que afirma não ter sido referida uma única vez pelo primeiro ministro quando apresentou as medidas de austeridade.

"O primeiro ministro deu uma conferência dizendo que estava a anunciar coisas importantes de combate à crise e a palavra emprego não foi usada nem uma única vez e o emprego é para os portugueses o mais importante", disse Carvalho da Silva.


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