CGTP apela à participação dos açorianos nos protestos nacionais de março


 

Lusa/AO online   Regional   27 de Fev de 2015, 14:51

A CGTP apelou à participação dos açorianos na jornada nacional de luta que agendou para 7 de março e aos funcionários da administração regional para fazerem greve no dia 13, alegando que nos Açores há motivos "acrescidos" para protestar.

 

"Todas aquelas que são as dificuldades nacionais, e pelo facto de vivermos em ilhas, são agravadas cá", afirmou o coordenador da CGTP/Açores, Vitor Silva, numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, dizendo que a estrutura sindical nos Açores vai associar-se à Jornada Nacional de Luta de 07 de março da CGTP, que tem como lema "Romper com a politica de direita! Construir uma alternativa de esquerda e soberana".

Vítor Silva disse que os salários na região são "dos mais baixos do país e da Europa", indicando que "em média os salários na região são 87 euros inferiores àqueles que são praticados no resto do país", enquanto que do ponto de vista social existe a questão do desemprego, que é o mais alto do país e "assume contornos catastróficos".

Além disso, referiu Vítor Silva, "o tecido empresarial açoriano e a própria economia açoriana é frágil", pelo que "os trabalhadores e as famílias açorianas passam neste momento por uma situação extremamente difícil".

O sindicalista alertou também para "os cortes salariais e a redução nas prestações sociais" que "contribuíram decisivamente para piorar a vida dos açorianos, bem como para agravar as principais dificuldades económicas do arquipélago" e "consequente aumento dos fenómenos de pobreza e exclusão social" na região.

Recordando o caderno reivindicativo que a CGTP/Açores apresentou para os trabalhadores açorianos para 2015, Vítor Silva avançou que vai ser agendada "uma segunda reunião" com os parceiros sociais para discutir "o desemprego/emprego".

"Vamos fazer uma recolha de propostas em relação à possibilidade de criarmos mais emprego na região e, em conjunto, contribuirmos, para minimizar este autêntico flagelo que é o desemprego na região", referiu.

O sindicalista considerou importante o comportamento "cada vez mais reivindicativo" demonstrado pelos trabalhadores açorianos, mas lamentou a postura de alguns sindicatos.

"Infelizmente nem todo o movimento sindical tem a mesma posição que a CGTP tem, pois alguns dos contratos coletivos de trabalho, assinados na região, têm sido no sentido de ainda retirar mais direitos aos trabalhadores e de eliminar algumas cláusulas de natureza pecuniária fazendo com que os trabalhadores ainda saiam prejudicados", apontou.

A CGTP marcou uma jornada nacional de luta para 7 de março que incluirá manifestações em todas as capitais de distrito, pela defesa dos serviços públicos e pela reposição dos direitos sociais e laborais dos portugueses.

Por outro lado, a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública anunciou uma greve nacional para 13 de março contra os cortes salariais, o horário semanal de 40 horas e a lei da requalificação.


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