Certificação do aeródromo das Lajes "não será algo muito prolongado"

Certificação do aeródromo das Lajes "não será algo muito prolongado"

 

Lusa/AO Online   Regional   15 de Jul de 2015, 18:28

O comandante da Zona Aérea dos Açores afirmou que o processo de certificação do aeródromo das Lajes, na ilha Terceira, "não será algo muito prolongado", sendo que 70% do movimento registado na base militar são voos civis.

 

“Aquilo que está a acontecer neste momento é a certificação do aeródromo para se poder operar de facto com companhias civis nacionais e internacionais”, afirmou o major-general Manuel Teixeira Rolo, acrescentando que a conclusão do processo “não será algo muito prolongado”.

O comandante da Zona Aérea dos Açores falou aos jornalistas após uma audiência com o presidente do Governo Regional dos Açores, em Ponta Delgada, a quem apresentou cumprimentos de despedida, dado que está a terminar a sua missão no arquipélago.

Em junho, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea admitiu que estão a decorrer conversações entre várias entidades para otimizar a utilização civil da base das Lajes, mas lembrou que a base é militar e está sujeita a certos condicionalismos.

Vários partidos na região e o próprio executivo regional já tornaram público que há uma companhia aérea 'low cost' interessada em começar a voar para as Lajes, uma possibilidade criada com o novo modelo de transporte aéreo que entrou em vigor a 29 de março.

Manuel Teixeira Rolo disse que o trabalho de certificação do aeródromo está a ser feito pelo Ministério da Defesa, através da Força Aérea Portuguesa, e pelo Autoridade Nacional para a Aviação Civil (ANAC), sendo que depois haverá uma “coordenação mais direta” também com o Governo Regional.

“A atividade aérea civil na base das Lajes não é uma novidade, 70% dos movimentos que acontecem na base das Lajes são civis, fundamentalmente pelas companhias SATA e TAP”, referiu o comandante da Zona Aérea dos Açores.

Na hora da partida, Manuel Teixeira Rolo afirmou, ainda, que apesar de serem conhecidas as limitações em termos de meios humanos e operacionais, parte com a sensação de “missão cumprida”.

O presidente do Governo Regional reconheceu o trabalho que os militares da Força Aérea prestam nos Açores ao nível das operações de busca e salvamento, assim como de evacuações médicas.

“Gostaria de aproveitar esta oportunidade para uma vez mais expressar o reconhecimento do Governo dos Açores à forma como os militares prestam serviço na Força Aérea, em concreto aqueles que estão mais diretamente ligados aqui à Base Aérea n.º 4, pelo serviço que desempenham aqui nos Açores e pelo contributo que dão para a segurança e bem estar das açorianas e açorianos”, disse Vasco Cordeiro.

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