Certificação da Base das Lajes para uso civil deverá estar concluída dentro de dois anos

Certificação da Base das Lajes para uso civil deverá estar concluída dentro de dois anos

 

Lusa/AO Online   Regional   27 de Jul de 2016, 19:37

O Governo Regional dos Açores e o Governo da República assinaram hoje um protocolo, comprometendo-se a concluir no prazo de dois anos o processo de certificação da Base das Lajes para a utilização permanente pela aviação civil.

 

“A certificação da infraestrutura aeronáutica da Base Aérea nº4 para a sua utilização permanente por aeronaves civis deverá estar concluída no prazo de dois anos contados da presente data”, pode ler-se no documento assinado, em Angra do Heroísmo, pelos ministros da Defesa Nacional e do Planeamento e Infraestruturas, pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação e pelo secretário regional do Turismo e Transportes dos Açores.

O início do processo de certificação da Base das Lajes tinha sido anunciado, em finais de abril, numa declaração conjunta dos dois governos, no final de uma visita do Primeiro-Ministro, António Costa, aos Açores.

Para o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, a certificação “irá permitir o aumento da flexibilidade da utilização civil, propiciando o aumento do tráfego aéreo, o que melhorará a mobilidade das populações insulares e propiciará um forte aumento do turismo”.

“A assinatura deste protocolo assinala da parte do Governo da República o compromisso com o desenvolvimento da ilha Terceira, tanto numa componente que é estritamente de transporte aéreo, como da economia em geral e, em particular, na sua dinamização turística”, frisou.

Apesar de o processo de certificação ter um prazo de dois anos, Pedro Marques disse que está “assegurado” o início da operação de uma companhia aérea de baixo custo para a ilha Terceira, “ainda durante o ano de 2016, no chamado inverno IATA”.

“Foram feitas diligências e contactos com empresas do setor e sabemos que uma das empresas ‘low cost’ já iniciou procedimentos com vista a obter as autorizações necessárias para viajar para a Terceira”, frisou.

O presidente do Governo Regional dos Açores disse acreditar que o processo possa estar concluído “antes dos dois anos” previstos e lembrou que também na base militar de Beja foi necessário criar um protocolo deste género.

Vasco Cordeiro salientou que a criação de condições para atração de aeronaves civis na Base das Lajes é uma medida incluída no Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira (PREIT), que o Governo Regional apresentou, em janeiro de 2015, para mitigar o impacto económico e social da redução militar norte-americana na Base das Lajes.

O presidente do Governo Regional lembrou que o PREIT tem medidas da responsabilidade do Governo da República e da administração norte-americana, mas frisou que 80% das medidas a cargo do executivo açoriano já estavam “executadas ou em fase de execução”.


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