Cerca de 400 pessoas reclamam aumento da pista do Aeroporto da Horta junto ao parlamento açoriano

Cerca de 400 pessoas reclamam aumento da pista do Aeroporto da Horta junto ao parlamento açoriano

 

Lusa/AO Online   Regional   8 de Set de 2016, 05:55

Cerca de 400 pessoas manifestaram-se em frente à sede do Parlamento dos Açores, ilha do Faial, reivindicando a ampliação da pista do Aeroporto da Horta, que tem registado um número elevado de cancelamentos de voos nas ligações aéreas com Lisboa.

 

"O objetivo é mostrar aos políticos e a quem nos governa que o Aeroporto da Horta precisa de ser melhorado", explicou Dejalme Vargas, líder da manifestação popular, em declarações aos jornalistas, adiantando que o que está em causa são "questões de segurança".

Segundo explicou, a pista do Aeroporto da Horta precisa de ser aumentada em cerca 240 metros para cada lado, para zonas de segurança, de forma a poder cumprir as exigências da ICAO, o regulador internacional da aviação civil.

"É o único aeroporto que recebe voos do exterior, com aeronaves A320, e que não tem estas zonas de segurança", recordou Dejalme Vargas, admitindo que esta será também uma das razões para que a companhia aérea Azores Airlines, tenha cancelado diversos voos entre Lisboa e Horta.

Os manifestantes, que de início estavam concentrados de forma ordeira, no passeio contrário ao do Parlamento, acabaram por ocupar a estrada e lançar apupos e assobios, quando o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, se dirigiu ao líder da manifestação.

"Tudo aquilo que sejam chamadas de atenção para melhoria de serviço, vai ser analisado", garantiu o chefe do executivo socialista, em declarações aos jornalistas, adiantando que foi por essa razão que decidiu dirigir-se aos manifestantes, que o interromperam várias vezes com palavras de ordem.

Vasco Cordeiro, que recebeu de Dejalme Vargas uma carta com as reivindicações dos manifestantes em relação ao Aeroporto da Horta, admitiu depois não gostar de "escarnecer o trabalho de ninguém", e também que "não escarneçam" o trabalho do Governo a que preside.

"Não podemos esquecer que, se hoje há ligações e acessibilidades aéreas com o Faial, é porque a nossa companhia aérea (SATA) se chegou à frente quando a TAP abandonou o Faial", recordou o presidente do Governo, já de regresso ao parlamento, respondendo assim às críticas sobre a operação da Azores Airlines no Aeroporto da Horta.

Os partidos políticos com assento parlamentar (PS, PSD, CDS, BE, PCP e PPM), já tinham reunido com Dejalme Vargas, que fez distribuir o documento reivindicativo aos deputados ainda antes da manifestação.

Durante a manhã, o assunto já tinha estado em discussão no Parlamento, na sequência de um voto de protesto apresentado pela bancada do PSD, contra a "qualidade do serviço que a SATA Internacional/Azores Airlines está, pelo segundo ano consecutivo, a realizar nas ligações da Horta com Lisboa".

O voto foi chumbado, no entanto, pelas bancadas do PS e do PCP, que consideraram que os social-democratas estavam a tentar fazer um "aproveitamento político" do assunto, a poucas horas da manifestação popular.

A operação da Azores Airlines entre Lisboa e a Horta já tinha merecido a crítica da Câmara do Comércio e Indústria da Horta e da Câmara Municipal da Horta.

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