Cerca de 1ME para modernizar sala de hemodinâmica do hospital de Ponta Delgada

Cerca de 1ME para modernizar sala de hemodinâmica do hospital de Ponta Delgada

 

Lusa/AO Online   Regional   9 de Jun de 2015, 18:17

O hospital de Ponta Delgada dispõe desde hoje de uma sala de hemodinâmica renovada e com novos equipamentos, num investimento de cerca de um milhão de euros, para tratamento de doentes cardíacos, cirurgia vascular e gastroenterologia, evitando deslocações ao continente.

“Esta é claramente uma prioridade, porque sendo a única sala com capacidade de intervenção hemodinâmica na região, perdermos essa capacidade na região ia implicar que muitos açorianos fossem para o continente (…), daí a prioridade neste investimento”, afirmou o secretário regional da Saúde, Luís Cabral.

O titular pela pasta da Saúde nos Açores falava na inauguração da nova Sala de Hemodinâmica do Hospital do Divino Espírito Santo e explicou que o investimento implicou “o reequipamento por completo da componente radiológica” e a construção de um espaço perto do serviço de cardiologia, o maior utilizador da Unidade de Intervenção Cardiovascular.

Segundo Luís Cabral, são realizados, "anualmente, cerca de 900 exames" que "teriam de ser feitos no continente caso aquela unidade não existisse".

“São instalações novas com novos equipamentos que permitem também maior segurança aos profissionais e aos utentes porque tem menor índice de radiação e que permite continuar a dar uma resposta muito importante aos nossos utentes”, frisou.

Esta Unidade de Intervenção Cardiovascular permite intervenções na área da cardiologia, como diagnósticos de problemas nas coronárias e cirurgias, mas possibilita também procedimentos noutras especialidades, como a cirurgia vascular, e na área da gastroenterologia, nomeadamente, biopsias hepáticas, que podem ser feitos na unidade, e outro tipo de exames em que possa ser necessária uma visualização radiológica, segundo explicou Luís Cabral.

O diretor do Serviço de Cardiologia do Hospital do Divino Espírito Santo, Dinis Martins, disse que esta era uma unidade que "estava a funcionar há cerca de 16 anos" e que necessitava de renovação, já que o equipamento foi-se tornando "obsoleto".

Dinis Martins sublinhou também que o Serviço de Cardiologia "realiza por ano cerca de 900 coronariografias e destas, cerca de 40% transformam-se em angioplastias", procedimentos "em que se melhora o fluxo do sangue através dos vasos, melhorando a qualidade de vida, mas também o prognóstico dos doentes" com problemas cardíacos.

"Cerca de 15 a 20 por cento dos procedimentos são também de outras especialidades, nomeadamente, a radiologia, na área do diagnóstico, da angiografia abdominal e cerebral e cirurgia vascular, e ainda outras especialidades como a gastroenterologia, que tem alguns procedimentos que podem passar a ter lugar neste hospital", acrescentou.

 

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