Centro Islâmico de Madrid condena ataque contra mesquita


 

Lusa/AO online   Internacional   23 de Mar de 2016, 09:39

O Centro Cultural Islâmico de Madrid condenou um ataque com tochas e latas de fumo contra a maior mesquita de Madrid, na auto-estrada M-30, na sequência dos atentados terroristas de terça-feira em Bruxelas.

 

O ataque contra a mesquita de Madrid, uma obra financiada pela família real da Arábia Saudita, foi atribuído ao grupo de extrema-direita "Lar Social Madrid".

Em comunicado, o Centro Islâmico de Madrid voltou a condenar o "inaceitável" atentado de terça-feira em Bruxelas, que "nem a lógica nem a religião pode admitir".

"Muçulmanos de todas as partes do Mundo já condenaram este terrível acontecimento que vitimou inocentes, incluindo também muçulmanos", indicou o Centro.

A condenação, ressalva no entanto o Centro Islâmico, estende-se a "qualquer ação que cause dano a inocentes, em qualquer parte do mundo".

"Da mesma forma, condenamos as reações extremistas após este acontecimento, tal como o que aconteceu na tarde de ontem [terça-feira], por parte de um grupo extremista, que tentou atacar a nossa mesquita e danificar a mesma", acrescenta a mesma nota.

O Centro Islâmico apelou à opinião pública espanhola para que se junte a esta condenação ao ataque contra a mesquita, bem como contra qualquer outra reação extremista.

Reiterou igualmente que "a religião muçulmana não tem qualquer relação com este tipo de atos e ações".

Um grupo de cerca de 30 membros do coletivo de "ultra" de extrema-direita "Lar social Madrid" lançaram na tarde de terça-feira tochas e latas de fumo contra a mesquita que está perto da auto-estrada M-30 (que sai de Madrid).

Também afixaram um cartaz num viaduto pedonal com as frases "Hoje Bruxelas. Amanhã Madrid?", como forma de protesto contra os atentados jihadistas.

A cidade de Bruxelas, capital da Bélgica e sede da União Europeia e da NATO, foi abalada por dois atentados na terça-feira, com duas explosões no aeroporto de Zaventem e uma na estação de metropolitano de Maelbeek, que provocaram pelo menos 34 mortos e mais de 200 feridos.

Os atentados foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico, também conhecido por Daesh, num comunicado em que ameaçou os países que combatem os ?jihadistas' com ataques "mais duros e mais amargos".

O nível de alerta terrorista na Bélgica foi elevado para quatro, o máximo da escala.

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