Centro de Saúde da Madalena será adjudicado em novembro

Centro de Saúde da Madalena será adjudicado em novembro

 

Lusa/AO Online   Regional   4 de Out de 2011, 07:30

 O Governo dos Açores anunciou esta noite que a obra de construção do Centro de Saúde da Madalena, no Pico, deverá ser adjudicada em novembro, estimando que esta unidade possa estar pronta a funcionar durante o primeiro semestre de 2013.

"É um compromisso do governo e é para cumprir, mas há prazos a respeitar", afirmou Miguel Correia, secretário regional da Saúde, assegurando que o executivo açoriano pretende garantir a possibilidade de "nascer no Pico", evitando as atuais deslocações ao Hospital da Horta, na vizinha ilha do Faial.

Miguel Correia falava no Concelho de Ilha do Pico, depois de o presidente deste órgão representativo da sociedade civil da ilha ter considerado "fundamental e urgente" a construção deste Centro de Saúde.

Cláudio Lopes apresentou uma lista de oito "questões essenciais ao desenvolvimento da ilha" que os conselheiros elaboraram para apresentar ao executivo.

"Não é um memorando da oposição ao governo, é um documento aprovado por unanimidade pelas pessoas que representam a sociedade civil da ilha", afirmou.

A reabilitação do Porto Comercial de S. Roque, o melhor aproveitamento do Aeroporto do Pico com o aumento das ligações diretas ao continente, a aposta nos Estaleiros Navais da Madalena e a construção da Escola Básica e Secundária das Lajes foram algumas das questões colocadas ao governo.

Na resposta, Cláudia Cardoso, secretária regional da Educação, disse que a nova escola das Lajes só deve ser lançada a concurso no final do próximo ano e depois do projeto ser adaptado ao menor número de alunos que vai servir, enquanto Vasco Cordeiro, secretário regional da Economia, assegurou a preocupação do executivo com os Estaleiros Navais da Madalena, apresentou os prazos das obras em curso e a realizar nos portos e admitiu que o aeroporto tem "condições para uma maior disponibilidade de oferta".

No encerramento da reunião, o presidente do governo regional, Carlos César, defendeu que "a forma inteligente de governar implica uma adaptação contínua às situações e às disponibilidades existentes", considerando que, se o governo "fizesse tudo o que lhe pedem", os Açores "ficariam como a Madeira, com uma mão à frente e outra atrás".

"Nós não queremos que os Açores estejam na primeira página do Finantial Times e nos chamem ilhas desonestas", frisou, reafirmando a necessidade de "salvaguardar o equilíbrio das finanças regionais".


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