Centro de Radioterapia dos Açores a funcionar no final do ano

Centro de Radioterapia dos Açores a funcionar no final do ano

 

Lusa/AO online   Regional   4 de Fev de 2015, 13:39

O Centro de Radioterapia dos Açores, que começou a ser construído esta quarta-feira em Ponta Delgada, estará a funcionar a 31 de dezembro, com capacidade para tratar 500 doentes por ano, evitando a deslocação de pacientes oncológicos para o continente.

 

Instalada nos terrenos junto ao hospital de Ponta Delgada, em São Miguel, a unidade terá uma área de implantação de mais de mil metros quadrados, com zona de exames de planeamento dos doentes, área da física e 'bunkers' de radioterapia onde serão colocados os equipamentos, num investimento de cerca de sete milhões de euros.

A empreitada de construção do edifício tem como prazo para conclusão da obra 31 de dezembro de 2015 e, segundo anunciou hoje o secretário regional da Saúde, o Centro de Radioterapia vai ter um polo na ilha Terceira.

Na cerimónia de lançamento da primeira pedra do Centro de Radioterapia dos Açores, Joaquim José Chaves, responsável pela empresa projetista (Joaquim Chaves Saúde), disse que a unidade "terá capacidade para tratar numa fase inicial cerca de 500 novos doentes por ano" e vai criar "20 postos de trabalho diretos numa primeira fase".

O Centro de Radioterapia dos Açores estava inicialmente previsto como parceria público-privada, mas depois de ter sido recusado por duas vezes o visto do Tribunal de Contas, o executivo regional abandonou esta ideia, passando o projeto a ser um investimento privado.

“Entre avanços e recuos, entre notícias e pressões, entre concursos falhados e explicações difíceis de aceitar mantivemos o nosso rumo e a nossa vontade sem que nunca, em momento algum, nos possa ser atribuída qualquer responsabilidade pelo calvário que foi chegar até aqui”, disse Joaquim José Chaves.

O secretário regional da Saúde, Luís Cabral, sublinhou que se trata de "um projeto de interesse regional", porque irá "corrigir uma falha de oferta nos cuidados de saúde" nos Açores e é "um passo decisivo para servir melhor os açorianos e reforçar as condições do Serviço Regional de Saúde".

Apesar dos “avanços” e “recuos” do processo de construção do centro, o titular pela pasta da Saúde no Governo dos Açores destacou que a unidade “vai permitir aos açorianos dispor de infraestruturas adaptadas à prestação e cuidados de saúde modernos de elevada componente tecnológica e de grande diferenciação médica" e permitindo aos doentes oncológicos realizar tratamentos "mais perto de casa e das suas famílias".

"É um projeto privado que é reconhecido como projeto de interesse regional e que conta com o apoio do Governo dos Açores no âmbito do sistema de incentivos ao investimento privado", indicou, acrescentando que o empreendimento "será comparticipado pelo Governo Regional com 2,7 milhões de euros, de acordo com o programa SIDER [Sistema de Incentivos para o Desenvolvimento Regional dos Açores] dos quais cerca de 500 mil euros são reembolsáveis".

Em Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, Luís Cabral adiantou ainda que a ilha Terceira terá um polo do Centro de Radioterapia dos Açores no Hospital de Santo Espirito, onde será instalado o serviço de braquiterapia, uma das técnicas de radioterapia.

“Nas situações de braquiterapia serão feitos os tratamentos a nível local na ilha Terceira, sem ter que haver essa deslocação”, acrescentou, aos jornalistas, Luís Cabral, adiantando que vão também beneficiar deste tratamento "os habitantes dos outros grupos" de ilhas abrangidos pelo hospital da Terceira, um desdobramento do projeto que "já estava previsto no Projeto de Interesse Regional que tinha sido aprovado pelo Governo Regional".

Quanto aos valores do tratamento, já convencionados, Luís Cabral disse, em declarações aos jornalistas, que depende do tipo da terapia, “simples ou complexas" e que se "aproximam dos nacionais".

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