Centro de Artes Contemporâneas nos Açores exibe vídeos de artistas internacionais

Centro de Artes Contemporâneas nos Açores exibe vídeos de artistas internacionais

 

Lusa/AO Online   Regional   28 de Abr de 2017, 09:14

Vídeos de artistas portugueses, espanhóis, suíços, ingleses e norte-americanos serão exibidos, pela primeira vez, no Centro de Artes Contemporâneas

“Os 14 vídeos refletem a mudança de ciclo que temos vivido. São apresentadas quatro décadas: 1980, 1990, 2000 e 2010”, afirmou à agência Lusa a curadora da exposição, Carolina Grau, acrescentando que os vídeos pertencem a duas coleções privadas de arte, uma portuguesa [Maria & Armando Cabral] e outra espanhola [Cal Cego].

“Tempo Líquido” é a primeira exposição que o Arquipélago dedica à vídeo-arte e que estará patente ao público, na Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, até 30 de julho.

Carolina Grau adiantou que os vídeos serão exibidos tanto em grandes paredes como em pequenos monitores, com som e sem som, pois “há uma combinação entre distintas formas de apresentar as imagens”, que foram captadas de “diferentes formas” pelos vários artistas.

Segundo a curadora, a principal mensagem desta exposição é refletir sobre “como está caminhando o tempo de forma tão rápida e sobre os momentos de muita incerteza”, uma vez que “a vida atual é uma modernidade líquida, onde nada está fixo, nem a democracia, nem as formas de comunicar”.

Ao público serão mostradas “obras icónicas” de Bruce Nauman, Doug Aitken, Douglas Gordon, Peter Fischli & David Weiss, assim como de Alicia Framis, André Romão, Cory Arcangel, David Bestué & Marc Vives, Ignacio Uriarte, João Onofre, Muntadas, Nuno Cera, Perejaume e Rui Toscano.

Para Carolina Grau, o “casamento ibérico” ao nível artístico é algo em que sempre acreditou e procurou potenciar ao longo do seu trabalho de curadoria.

“Junto somos mais fortes do que separados. Somos dois países que saímos de uma ditadura. Temos tantas coisas em comum”, sustentou a curadora, formada em História de Arte pela Universidade de Barcelona e com mestrado em Gestão de Museus e Galerias pela Bussiness School of City University, em Londres.

Simultaneamente, o Arquipélago inaugura uma exposição da artista plástica açoriana Catarina Branco, onde é feito uma viagem pelo seu percurso artístico entre 2009 até 2017.

“Impressionou-me muito ela fazer escultura com papel, porque tem três dimensões, o papel não parece frágil, utiliza cores e formas geométricas para converter tudo numa escultura”, assumiu Carolina Grau, que também é curadora desta exposição.

Ao público será dada a conhecer a mais recente escultura de Catarina Branco, denominada “Dádiva”, que foi criada e produzida durante uma residência artística no Centro de Artes Contemporâneas.

O Arquipélago, inaugurado a 29 de março de 2015, está aberto de terça-feira a domingo das 10:00 às 18:00 (mais uma hora em Lisboa).


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