Centro de Artes Contemporâneas já recebeu mais de 6100 visitantes

Centro de Artes Contemporâneas já recebeu mais de 6100 visitantes

 

Lusa/AO online   Regional   12 de Nov de 2015, 17:28

O Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas, inaugurado em março na Ribeira Grande, recebeu já mais de 6100 visitantes, na sua maioria mulheres, disse a diretora do equipamento cultural.

 

Fátima Marques Pereira acrescentou que o pico de visitas ao Arquipélago ocorreu em agosto, mês em que foram registadas 1.397 visitas, sendo 58% dos visitantes portugueses.

A diretora do Centro de Artes Contemporâneas falava, em Ponta Delgada, no âmbito de um painel dedicado ao turismo cultural e religioso do "Fórum Turismo 2015", organizado pela Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada.

Segundo Fátima Marques Pereira, desde a abertura do Arquipélago foi criado um questionário para contabilizar os visitantes e caracterizá-los de modo a "pensar e repensar melhor o caminho a seguir por este equipamento cultural", da responsabilidade do Governo Regional.

"A quebra verificada em setembro deve-se à desmontagem da primeira para a segunda exposição. Não deixamos de ter atividades, mas as pessoas viram apenas a desmontagem de uma para outra e o que queriam ver era mais as peças de arte e não só o edifício e o nosso trabalho", referiu, acrescentando que 50% dos visitantes são licenciados e 28% têm mestrado.

A responsável adiantou que a primeira exposição, inaugurada em abril e denominada "Pontos Colaterais", recebeu 2.566 visitantes ao longo de 72 dias, o que equivale a cerca de 36 visitantes por dia.

O edifício do Arquipélago, com uma área útil de seis mil metros quadrados, teve obras de reabilitação orçadas em 13 milhões de euros, o que lhe valeu uma nomeação para o Prémio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe 2015.

"É um espaço do século XIX recuperado, reinterpretado. Um espaço do tempo em que foi fábrica de álcool, secadouro de tabaco e aquartelamento militar. Podemos considerá-lo património edificado", disse Fátima Marques Pereira, que se mostrou bastante emocionada na sua intervenção pela morte do seu amigo Paulo Cunha e Silva, vereador da Cultura da Câmara do Porto, na quinta-feira.


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