Centrais Sindicais querem criação de mais e melhor emprego no orçamento dos Açores de 2015


 

Lusa/AO online   Regional   15 de Set de 2014, 14:58

As centrais sindicais UGT e CGTP-IN defenderam a criação de emprego nos Açores "com direitos e estabilidade", assim como o aumento do complemento dado ao salário mínimo como uma das prioridades para o orçamento regional de 2015.

 

“É preciso criar emprego, mas é preciso que este emprego se prolongue no tempo e isto é fundamental sobretudo nas ilhas mais pequenas”, disse Vítor Silva, dirigente da CGTP-IN, após uma audiência com o presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro.

O presidente do Governo Regional iniciou hoje uma ronda de contactos com parceiros sociais e partidos políticos no âmbito da auscultação sobre as antepropostas de Orçamento Regional e de Plano Anual para 2015.

Além da questão do desemprego na região, Vítor Silva alertou também o Governo açoriano para a necessidade de criar emprego com “direitos e estabilidade”, defendendo o aumento "do acréscimo regional ao salário mínimo nacional" dos atuais 5% para 7,5%.

A questão de "políticas de crescimento económico, investimento reprodutivo e emprego" foram as principais preocupações transmitidas pela UGT ao presidente do Governo açoriano.

“Emprego, emprego, emprego até que a voz nos doa, vai ser sempre o discurso da UGT”, frisou o dirigente Francisco Pimentel, que defendeu, ainda, a necessidade de a região colocar "todos os seus recursos no investimento reprodutivo, na iniciativa privada" que se traduza em "melhor emprego".

Já o presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, disse que as preocupações deste setor têm a ver com "investimentos que ainda são necessários fazer", nomeadamente "a nível de caminhos, abastecimento de água, luz às explorações e sistemas de incentivos à compra de terrenos", além de melhores transportes.

"Este tem sido o setor em que o investimento tem tido retorno económico e social e, portanto, vale a pena continuar a investir neste setor, porque se calhar a região sai mais facilmente da crise com o setor agrícola mais forte", afirmou.

O presidente da Federação das Pescas dos Açores, José António Fernandes, apontou a necessidade de um reforço das verbas para apoio social a pescadores e armadores, já que alguns profissionais da pesca "foram muito penalizados" nos últimos meses.

“Este ano foi um ano atípico. Pescou-se pouco. O maior problema aqui é nos apoios sociais aos armadores e pescadores, que vão ter uma dificuldade imensa para passarem este inverno”, disse José António Fernandes.

Por sua vez, o presidente da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, Humberto Goulart, preconizou a necessidade de privilegiar e "reforçar os apoios às atividades ligadas à produção, bens e serviços, salvaguardar no seu essencial a base empresarial e desenvolver uma estratégia regional baseada em estratégias de ilha".



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