Centrais sindicais defendem combate ao desemprego e à precariedade


 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   13 de Jan de 2017, 18:02

As duas centrais sindicais defenderam que o combate ao desemprego e à precariedade nos Açores devem ser prioridades no Plano e Orçamento para 2017 do Governo Regional.

 

“É preciso combater o problema do desemprego e para isso são necessárias medidas políticas públicas de apoio à iniciativa privada que criem emprego sustentável”, afirmou Francisco Pimentel, da UGT/Açores.

Já Vítor Silva, da CGTP/Açores, lamentou que a região continue “a ter uma precariedade extremamente elevada”, notando que a “precariedade laboral é muito mais do que isso, é a precariedade na própria vida das pessoas”, com muitos açorianos sem poderem “projetar muitas vezes a vida num longo prazo”.

Os responsáveis das centrais sindicais falavam aos jornalistas no final de audições com o presidente do Governo dos Açores, o socialista Vasco Cordeiro, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, no âmbito das reuniões com os parceiros sociais e os partidos políticos de preparação das propostas de Plano e Orçamento para este ano.

A UGT/Açores apontou, ainda, “a necessidade de alocação dos fundos comunitários que estão previstos nos Açores 2020 no sentido de apoiar as empresas que criem emprego líquido”.

Para Francisco Pimentel, nos projetos que forem apresentados aos fundos comunitários deveria ser “ponderado como critério fundamental o número de postos de trabalho que são criados por cada investimento”.

“A necessidade de apoio à construção civil, através da requalificação urbana, aproveitando também este fenómeno do aumento do turismo para permitir uma recuperação do património urbanístico das cidades e vilas dos Açores, sempre com o objetivo fundamental de combate ao desemprego, ou melhor, de criação líquida de emprego”, foi outra proposta apresentada pela UGT/Açores.

Já o coordenador da CGTP/Açores apontou ainda “a necessidade do aumento dos salários”.

“Neste momento, ser trabalhador não diferenciado na região ou ser um trabalhador especializado ou mesmo chefe de uma secção, quando é no fim do mês ganham todos a mesma coisa, 584,85 euros”, referiu Vítor Silva, sustentando que “é preciso alterar esta situação”, pois “não se pode pagar a toda a gente da mesma forma”.

Segundo o dirigente sindical, “os patrões constantemente” dizem que não há possibilidades de aumentar os salários, mas há setores, como o turismo e hotelaria, que estão “em franco crescimento”.

“Existem condições, é preciso melhorar os contratos”, preconizou Vítor Silva, apontando ainda a importância da formação profissional nos Açores, “região do país onde existe menos formação profissional”, pelo que “a própria administração pública regional tem de dar o exemplo”.

Nas reuniões com os representantes das centrais sindicais, o presidente do Governo Regional fez-se acompanhar do vice-presidente, Sérgio Ávila, que tem as pastas do Emprego e Competitividade Empresarial e, entre as competências, as Finanças e Orçamento.

As audições com as centrais sindicais CGTP e UGT, Federação das Pescas dos Açores, Federação Agrícola dos Açores, Câmara de Comércio e Indústria da região e os seis partidos com assento na Assembleia Legislativa – PS, PSD, CDS-PP, BE, PCP e PPM – começaram hoje de manhã no Palácio de Santana, sede da presidência do Governo Regional.

Após estas audições, “o Governo dos Açores reunirá em Conselho para a aprovação das antepropostas das Orientações de Médio Prazo 2017-2020 e de Plano Regional para 2017, que serão depois entregues e analisadas no Conselho Regional de Concertação Estratégica”, refere uma nota de imprensa do executivo regional.

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