Centenas de migrantes podem ter morrido em nova tragédia no Mediterrânio


 

Lusa/AO Online   Internacional   18 de Abr de 2016, 13:28

Um barco em que seguiam cerca de 400 pessoas, na sua maioria somalis, adornou no Mediterrâneo ao largo da costa do Egito, temendo-se que muitas delas tenham morrido.

 

Um diplomata somali no Egipto não identificado confirmou à BBC a notícia, que começou por ser divulgada nas redes sociais no domingo por famílias dos migrantes.

O Presidente italiano, Sergio Mattarella, que se encontra em visita oficial aos Camarões desde domingo, proveniente da Etiópia, instou a Europa a refletir no problema da migração, face a “uma nova tragédia no Mediterrânio, na qual, ao que parece, morreram várias centenas de pessoas.

A guarda costeira italiana, que esta manhã disse não ter tido conhecimento da notícia, indicou que foram salvos 108 migrantes e seis corpos recuperados de uma embarcação de borracha parcialmente submersa no domingo. Um segundo relatório das autoridades italianas deu conta de que 33 migrantes foram salvos durante a noite ao largo da costa siciliana.

Um outro pormenor está ainda a ser avançado pelo The Independent, segundo o qual, notícias ainda não confirmadas referem que quatro embarcações mal equipadas com cerca de quatro centenas de migrantes, provenientes da Somália, Etiópia e Eritreia, terão partido da costa egípcia em direção a Itália.

Alguns sobreviventes, segundo a BBC, terão sido levados para uma ilha grega.

A alegada tragédia ocorre quase um ano depois de uma embarcação de pesca lotada com migrantes se ter afundado ao largo da costa Líbia no Mediterrânio, a pouco mais de 200 quilómetros de Lampedusa, provocando a morte de cerca de 800 pessoas.

De acordo com números das Nações Unidas, 180 mil pessoas tentaram alcançar a Europa por barco este ano, com o custo de quase 800 vidas.

 

 

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