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CDU quer recuperar gestão do mar e regulamentação de apoios aos pescadores

CDU quer recuperar gestão do mar e regulamentação de apoios aos pescadores

 

Lusa/AO online   Regional   11 de Out de 2016, 18:21

O coordenador da CDU/Açores, Aníbal Pires, que se recandidata às eleições regionais de 16 de outubro, reivindicou hoje a recuperação da gestão do mar na região e a regulamentação da atribuição de apoios aos pescadores.

 

"[O Governo Regional] tem utilizado o setor para manter dependências, para manter pessoas na dependência dos apoios, não lhe dando efetivamente dignidade. O Fundo Pesca e outros apoios não podem ser encarados como uma esmola que o Governo Regional dá", salientou, acrescentando que o Fundo Pesca deve ser "devidamente regulamentado".

Aníbal Pires falava, em declarações aos jornalistas, à margem de uma ação de campanha no Porto de São Mateus, na ilha Terceira, onde ouviu as preocupações de alguns pescadores.

"A gente vai morrer à fome. É a única solução. O Governo não ajuda a gente. Como é que a gente vai viver?", questionou um dos pescadores, lembrando que até a quota da raia já sofreu um corte.

Para o candidato, que é cabeça de lista da CDU por São Miguel, a solução passa pelo combate às "imposições de Bruxelas" e pela recuperação da gestão dos recursos marinhos que os Açores perderam "com o Tratado de Lisboa", em 2008.

"Aquilo que se prevê para uma das espécies que mais rendimento tem para os nossos pescadores, que é o goraz, é que em 2017 e 2018 a quota baixe mais de 22%. Não é aceitável. Nós temos de recuperar a gestão dos nossos recursos e inverter esta posição de Bruxelas, sob pena de este setor, que já está como todos sabemos, acabe por entrar em colapso", frisou.

Já o cabeça de lista da CDU pela ilha Terceira, Vítor Silva, alertou para a precariedade e para os baixos salários, que não dão dignidade no setor das pescas.

"A soldada média mensal de um pescador foi 56 euros. Quem é que sobrevive com 56 euros mensais? Daí os altos níveis de pobreza e exclusão social que nós temos", salientou.

Na freguesia do cabeça de lista da ilha Terceira, os candidatos da CDU apelaram ao voto "em quem está ao lado de quem trabalha", mas nem todos os eleitores ficaram convencidos.

"Todos os anos é sempre o mesmo paleio e as coisas continuam na mesma", disse um dos cidadãos, a quem Aníbal Pires respondeu que a mudança está nas mãos dos eleitores.

Em declarações aos jornalistas, Vítor Silva culpou outros partidos pela falta de confiança da população nos políticos.

"Vejo estupefacto a proposta do CDS em relação à idade da reforma, quando foi o ministro Mota Soares, que era do CDS, que na República aumentou a idade da reforma. É por estas razões que muitas pessoas não acreditam na política e dizem que os partidos são todos iguais", frisou.

Questionado por alguns eleitores sobre o facto de não distribuir camisolas e canetas na campanha eleitoral, o coordenador regional da CDU respondeu com humor: "As canetas que nós tínhamos não escreviam e como nós não gostamos de enganar ninguém não trouxemos as canetas".


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