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CDU quer fim da maioria absoluta socialista porque o PS perdeu a humildade

 CDU quer fim da maioria absoluta socialista porque o PS perdeu a humildade

 

Lusa/AO Online   Regional   12 de Out de 2016, 19:21

O cabeça de lista da CDU pelo círculo eleitoral de São Miguel defendeu hoje a necessidade de nas eleições de domingo, nos Açores, o PS não repetir a maioria absoluta, porque "perdeu a humildade".

“A maioria absoluta do PS começou a tornar-se sobranceira e, por vezes, acaba por não aceitar as propostas dos partidos da oposição, designadamente do deputado da CDU, não porque não tenham a força da razão mas porque têm origem nesta força política”, disse Aníbal Pires à agência Lusa.

Aníbal Pires, que lidera o PCP nos Açores, esteve hoje em campanha na Madalena do Pico, na ilha do Pico, tendo exemplificado que, em janeiro, a sua força política propôs, no parlamento regional, a reposição da anuidade dos concursos de colocação dos professores, e o PS “sozinho chumbou” a proposta.

O dirigente comunista ressalvou que Vasco Cordeiro, na campanha eleitoral anunciou, entretanto, que na próxima legislatura irá repor a anuidade destes concursos.

O líder do PCP/Açores exemplificou ainda que no Orçamento do Estado para 2016 foi aprovada uma proposta do partido para a distribuição gratuita de manuais escolares no primeiro ano do primeiro ciclo, de forma gradual, com início em 2017.

“Nós, na região, que temos vindo a apresentar uma proposta de manuais escolares gratuitos para a escolaridade obrigatória, adaptamos esta proposta exatamente a esta aprovada no Orçamento do Estado. O PS, porque tem a maioria absoluta na região, chumbou a nossa proposta”, afirmou o candidato.

Aníbal Pires considerou que o PS de Vasco Cordeiro “perdeu a humildade” e “há a necessidade” da correlação de forças no parlamento dos Açores “se alterar” em nome do “verdadeiro diálogo democrático” e para que a democracia “funcione na sua plenitude”.

O candidato declarou que durante os contactos de rua tem vindo a motivar as pessoas para irem votar no próximo domingo, porque “é possível que possa haver um outro quadro político e parlamentar” a partir de 16 de outubro, que “permita construir soluções”.

O dirigente defendeu a necessidade, visando dar um “salto qualitativo” no desenvolvimento dos Açores, de se apostar, de “forma decisiva”, na educação através da qualificação de ativos, formação contínua, formação profissional inicial, sem descurar que esta “tem de ter uma boa base académica”.

Aníbal Pires considerou que o sucesso do sistema educativo “acaba por se ligar ao rendimento das pessoas”, uma vez que se “sobrepuser o mapa do insucesso escolar com o da pobreza verifica-se que há uma coincidência que não é estranha”.

“Há necessidade de resolver alguns problemas fora da escola através da melhoria dos rendimentos dos trabalhadores e das famílias, mas também fazer uma aposta decisiva em termos de educação e qualificação”, frisou

Para a votação de dia 16 estão inscritos 228.160 eleitores que vão escolher os 57 deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para os próximos quatro anos.

Nas últimas eleições regionais, realizadas a 14 de outubro de 2012, o PS venceu com maioria absoluta e elegeu 31 deputados, seguido de PSD com 20 mandatos e do CDS-PP com três. BE, CDU e PPM elegeram um parlamentar cada.


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