CDU defende aposta na diversificação agrícola no arranque da campanha

CDU defende aposta na diversificação agrícola no arranque da campanha

 

Lusa/AO Online   Regional   2 de Out de 2016, 19:32

O coordenador da CDU/Açores, Aníbal Pires, que se recandidata às eleições legislativas regionais de 16 de outubro, defendeu hoje uma aposta na diversificação agrícola e na dinamização do mercado interno.

"É fundamental que qualquer projeto de desenvolvimento tenha em consideração, por um lado, o nosso direito a produzir e, sobretudo, em termos agrícolas, apoiar-se a diversificação agrícola e apoiar-se também a venda dos nossos produtos", frisou.

Aníbal Pires falava em declarações em Lusa à margem de uma ação de campanha numa feira agrícola, em Angra do Heroísmo, local que escolheu simbolicamente para o arranque oficial da campanha eleitoral.

Deputado há dois mandatos, o coordenador regional da CDU, que é novamente cabeça de lista pelo círculo eleitoral da ilha de São Miguel e pelo círculo da compensação, considerou que é preciso apostar na agricultura biológica e encontrar formas de colocar os produtos dentro da região.

"Eu não encontro um iogurte das Flores em São Miguel, mas encontro iogurtes do continente europeu, já não falo só do continente português. Quem diz o iogurte diz outros produtos que podem e devem ser valorizados", adiantou.

No primeiro dia da campanha eleitoral oficial, todos os caminhos foram dar à Praça do Gado, em Angra do Heroísmo, onde se cruzaram candidatos do PS, PSD, CDS-PP e CDU, que trocaram cumprimentos e panfletos.

Entre a população, maioritariamente comedida, alguns perguntaram, em jeito de brincadeira, pelas canetas que a CDU não distribuía ao contrário dos adversários políticos.

Houve, ainda assim, quem pedisse maior atenção às áreas da saúde e da educação e quem defendesse para os Açores um cenário semelhante à governação nacional, que tem apoio parlamentar do BE e da CDU.

"Porque é que não se fazem turmas mais pequenas? Fecharam as escolas, os edifícios estão degradados e há professores desempregados", questionou um dos eleitores.

Aníbal Pires disse que tem encontrado um "descontentamento grande" na população, mas também "algum medo".

"Há aqui uma teia de dependências e a população às vezes não tem consciência de que todos os apoios que existem foram criados pela região e é a região que fornece esse apoio. Não é o Governo Regional que dá o cheque pequenino, aliás o cheque pequenino foi proposto no fim de 1999 pelo PCP", frisou.

O candidato da CDU voltou a defender a perda da maioria absoluta do Partido Socialista, "para a democracia funcionar em toda a sua plenitude".

"Não tem sido possível aumentar o cheque pequenino, não tem sido possível aumentar o acréscimo ao salário mínimo regional, porque há uma maioria absoluta. Se não houver maiorias absolutas, o diálogo democrático tem forçosamente de acontecer e a construção das soluções é feita, não pela boa ou má vontade de quem tem a maioria absoluta, mas pelos deputados eleitos", apontou.

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